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ajustando o foco de refletores alguns refletores possuem um pequeno botão em sua parte traseira, para possibilitar o ajuste de seu foco. Através do ajuste deste botão, a área abrangida pelo facho do refletor à sua frente pode abrir ou fechar. Ao movimentar o botão, a base interna na qual a lâmpada do refletor está instalada é trazida para trás (mais para o fundo do refletor) ou empurrada para frente. Ao deslocar-se para trás, o facho emitido pelo refletor torna-se menor (mais fechado). O inverso ocorre ao deslocar-se a base para frente. Juntamente com o ajuste dos barndoors (abas móveis ajustáveis que muitos refletores possuem), esse mecanismo de controle pode ser utilizado para refinar e moldar a superfície a ser iluminada. Para efetuar o ajuste, inicialmente todos os barndoors devem ser abertos. A seguir, ajusta-se o botão do foco do refletor, abrindo ou fechando o facho até a posição desejada. Somente após isso é que os bardoors devem ser movidos, se necessário, para moldar através da interrupção controlada do fluxo luminoso a àrea a ser iluminada pelo refletor.

ajuste de cores & monitor a maneira mais precisa de se efetuar ajustes em cores na imagem não é observar a mesma através do viewfinder da câmera ou do visor LCD e sim através de um monitor externo, ao qual conecta-se a saída de vídeo da câmera. Se um monitor profissional não estiver disponível, um aparelhor portátil de TV pode fazer esta função, desde que possua entrada para vídeo (geralmente vídeo composto, representado por um conector fêmea do tipo RCA, na cor amarela, localizado na parte traseira do aparelho). As telas de tamanho reduzido do viewfinder / LCD não permitem a visualização das tonalidades das cores com a mesma precisão que a tela do monitor. Como pré-requisito no entanto, o monitor / aparelho de TV deve estar corretamente ajustado em relação à reprodução de cores. Consegue-se este ajuste, entre outras formas, através da exibição de uma imagem de color bars, o padrão de faixas de cores coloridas que permite efetuar ajustes de tonalidade, brilho e contraste. Alguns modelos de câmera do segmento semi-profissional permitem gerar sinal de color bars e existem dispositivos eletrônicos que também fazem esta função.

balanço do branco & alterações na locação lembrar de efetuar o reajuste do branco (bater o branco) sempre que as condições de iluminação do local mudarem (novas luzes acesas / apagadas, horários do dia, nuvens / Sol), o próprio local for alterado ou até mesmo, dependendo do caso, a posição da câmera (para onde a mesma aponta) mudar, se passar a enquadrar coisas / pessoas iluminadas através de fontes de luz com temperaturas diferentes em relação ao que era enquadrado antes. Evidentemente em algumas situações, como shows por exemplo, a variação nas tonalidades e intensidade das cores faz parte do mesmo; neste caso, o balanço automático da câmera deve ser desligado e a mesma ajustada para alguma posição pré-definida, como luz de interiores por exemplo. Esta situação pode se apresentar antes do início do show, quando a iluminação predominante geralmente é neutra.

balanço do branco, localização e preenchimento do visor deve-se ter o cuidado de, ao efetuar o ajuste manual do branco (bater o branco), garantir que o objeto de cor branca para o qual a câmera aponta durante o ajuste recebe a mesma iluminação que o objeto / pessoa a ser gravado. Em um exemplo mais simples, seria incorreto efetuar o ajuste apontando para um cartão branco localizado na sombra, onde também está a câmera, quando será gravada a imagem de uma pessoa que está no Sol. Além disto, ao efetuar o ajuste, a câmera deve enquadrar totalmente o objeto branco, para evitar a invasão de cores diferentes que poderiam alterar a precisão do ajuste.

balanço do branco na pós-produção o ideal é fazer a captura das imagens com o balanço do branco corretamente ajustado, seja na forma automática existente em algumas câmeras, seja no modo manual. No entanto, na fase de pós-produção, é possível "bater o branco" digitalmente, através de um recurso deste tipo existente em alguns programas de edição. O resultado não será preciso como o obtido durante a fase de captura, mas pode "salvar" imagens capturadas sem que se tenha feito o ajuste correto. A função funciona informando-se para o programa um determinado trecho da imagem que deveria ser considerado branco. O sistema então ajusta as proporções das cores básicas RGB na cena de modo a equilibrar a coloração geral, tal como ocorreria se o mesmo tivesse sido feito na câmera, no momento da captura.

balanço do branco para efeitos efeitos interessantes podem ser obtidos na imagem ao fazer-se erroneamente o balanço do branco. Assim, ao utilizar o ajuste para cenas exteriores em cenas interiores, as imagens terão um tom alaranjado. O inverso acarretará tons azulados. É possível ir além, e utilizar o batimento do branco da câmera, porém ao invés de utilizar um cartão ou parede branca, fazer esse batimento usando superfícies ou locais com outras cores. Assim, o batimento enquadrando no visor o azul do céu fará com que as imagens fiquem com uma tonalidade sépia por exemplo ou lâmpadas fluorescentes causarão tonalidade rosa em imagens em exteriores. E assim por diante, diversas opções podem ser tentadas e experimentadas.

balanço do branco para efeitos, realçando o pôr-do-Sol cenas de Sol poente podem ser manipuladas através do ajuste manual do balanço do branco na câmera. Tons alaranjados e avermelhados podem ser realçados ao se apontar a câmera (com o ajuste automático desligado) para um objeto ligeiramente azulado e seguir alguns procedimentos, descritos a seguir. Em primeiro lugar, o objeto (uma folha de papel, um pedaço de tecido, etc...) deve ocupar, preferencialmente, a maior parte da imagem quando vista no visor da câmera. Após fazer isso, acionar o botão existente na câmera (alguns equipamentos podem não possuir este controle) para efetuar o ajuste manual do branco (white balance). Em seguida, sem alterar a regulagem feita, apontar a câmera para a cena do pôr-do-Sol. Quando o ajuste é feito para o objeto azulado, o controle de exposição aumenta a proporção dos tons avermelhados na image, tentando compensar o excesso de azul (do objeto). E com isso, consegue-se o realce desejado.

barndoors & gelatinas existem duas formas de fixar-se uma folha de gelatina na frente de um refletor: ou recortando-a no formato do vidro que recobre o mesmo e fixando-a nele ou curvando suas bordas de maneira a prendê-las com clips especiais (ou prendedores de roupa no varal - neste caso observar cuidados com o calor gerado...) nos barndoors, as placas de metal que servem para direcionar a luz do refletor. A fixação nos barndoors tem a vantagem de evitar que se recorte a folha, permitindo sua utilização em outras ocasiões. Porém esta prática altera o efeito final obtido. Quando fixada nos barndoors, devido à distância maior entre a lâmpada e a gelatina o efeito será uma luz suavizada. Por outro lado, deve-se observar que a fixação nos barndoors elimina completamente a função dos mesmos: a superfície da gelatina torna-se agora a nova fonte de luz, agindo como se fosse um refletor desprovido de barndoors.

cartão portátil para batimento do branco ao fazer o batimento do branco em uma locação, qualquer objeto de cor branca pode ser utilizado, como paredes, camisetas, papéis, etc... No entanto, em determinados lugares pode ser difícil encontrar uma superfície branca ou pelo menos que não seja um branco já sujo devido ao uso e ao tempo. Assim, a dica é carregar com na maleta da câmera sempre um pequeno cartão (pode ser por exemplo de 15cm x 20cm) para este fim. O cartão pode ser montado dobrando-se e colando-se com fita adesiva na parte de trás uma folha de papel sulfite sobre um cartão ou papelão rígido. Sobrepor duas folhas de sulfite ajuda a dar mais intensidade ao branco - a folha, por ser ligeiramente translúcida, pode deixar "vazar" a cor do papelão ao fundo. No momento de se bater o branco, o cartão deve ser colocado onde estão os objetos / pessas a serem gravados, para que receba a mesma luz que eles recebem. Com a câmrera, enquadrar totalmente no visor o cartão e em seguida efetuar o ajuste do branco.

cartão protetor utilizado no carro o cartão dobrável que se coloca normalmente sobre o painel do carro para protegê-lo do Sol pode servir como um excelente rebatedor para a luz, principalmente os do tipo aluminizado, com a vantagem neste caso de poder ser usado dos dois lados, o aluminizado para refletir mais intensamente a luz e o oposto (se for branco) para uma luz mais suave.

cenas noturnas em paisagens o melhor horário para captação de cenas noturnas de exteriores não é à noite e sim ao anoitecer. Durante o anoitecer, a paisagem ainda está um pouco clara: fachadas de prédios ainda são visíveis, assim como recortes de galhos e folhagens. Acontece que a sensibilidade à luz do vídeo é bem menor do que a do olho humano (em situações normais, estando a função gain-up desligada - esta função amplifica artificialmente o sinal de vídeo a ser gravado, causando granulação, entre outros problemas. E também sem o uso da "visão noturna" de infravermelho). Assim, em situações onde o olho humano enxerga à noite os detalhes da fachada de um edifício escuro e mal iluminado, para o vídeo a imagem será uniformemente preta. Desta forma, o "relógio" entardecer / anoitecer / noite deve ser adiantado para a realização de imagens noturnas.

chuva (artificial) e iluminação a chuva pode ser simulada jogando-se para o alto a água de uma mangueira, com um espalhador (do tipo 'chuveirinho') na ponta. Esse dispositivo espalhador pode ser encontrado em lojas de jardinagem. Quanto maior a altura atingida pela água melhor (pode-se usar uma escada como auxílio). Observar que o jato deve ser jogado sempre para cima, nunca para baixo, se estiver sendo despejado por uma pessoa no chão ou mesmo em cima de uma escada. Na área profissional, geralmente uma abordagem diferente é utilizada, com uma rede de sprinkers (espalhadores de água) suspensa a uma boa altura, direcionando, aqui sim, a água diretamente para baixo.

Tanto em um caso como em outro, para que a câmera possa 'enxergar' as gotas caindo, é necessário iluminá-las lateralmente em relação ao ângulo de visão da câmera, com uma fonte de luz muito potente (lembrar que embora possa chover com Sol, geralmente a chuva ocorre com céu encoberto ou à noite e essas situações são melhor aceitas pelo expectador, ou seja, a ilusão funciona melhor). Para melhorar ainda mais a visualização das gotas, o fundo deverá ser escuro. Como exemplo, um plástico opaco preto, suspenso de forma a ficar não muito próximo do primeiro plano (pessoa ou objeto que está sendo gravado), com várias plantas em frente ao mesmo. Todo esse fundo deverá ficar desfocado.

congelamento da imagem & luz através deste efeito, onde aumenta-se a velocidade do 'obturador eletrônico' da câmera (função high speed shutter), é possível em tempo de playback analisar quadro a quadro movimentos rápidos gravados na fita. No entanto, ao se aumentar a velocidade do obturador, como o tempo de exposição cairá, menos luz será utilizada para registrar a imagem: ela ficará escura. Compensa-se isto aumentando-se a abertura da lente, função executada ou automaticamente pela câmera ou pelo operador (se desativada no modo automático). Este aumento de abertura resultará em diminuição da profundidade de foco. Se isto não for problema, o resultado será satisfatório. No entanto, se isto for um problema, será necessário iluminar a cena com mais luz: quanto maior a quantidade de luz, menos o diafragma necessitará ser aberto e portanto maior será a profundidade de campo obtida.

cookies: controlando a definição das bordas projetadas cookies (placas, geralmente metálicas - para suportar o calor da luz - com perfurações em forma de desenhos, utilizadas para projetar sombras recortadas sobre uma superfície) são muito úteis na composição de cenários. Colocados a frente de um refletor, permitem projetar desenhos interessantes sobre o fundo do cenário. Comercializados em um sem número de variações de desenhos, podem ser montados juntamente com gelatinas coloridas apropriadas. Quando instalados em refletores com lentes, projetam sombras bem definidas. Quando colocados à frente de refletores comuns no entanto, podem projetar sombras com mais ou então com menos definição. Como quanto mais longe de um fluxo luminoso um objeto opaco estiver, mais precisa será a sombra projetada pelo mesmo, colocando-se o cookie mais longe do refletor, o desenho terá aspecto mais definido, colocando-o mais próximo do refletor, o aspecto será mais suave. É importante ressaltar que, neste caso (cookie sobre refletor desprovido de lentes), a luz do refletor que "vaza" para fora da área do cookie deve ser protegida com o uso de barndoors (abas móveis ajustáveis que muitos refletores possuem) ou então de flags (ou bandeiras, pequenas placas planas opacas, fixadas de modo a interromper o fluxo de luz do mesmo).

controlando reflexões indesejadas a luz pode ser moldada e trabalhada em favor do objetivo desejado, o que pode ser conseguido em parte através de refletores apropriados. Para conseguir-se no entanto controle total sobre a mesma, é necessário o uso dos barndoors (abas móveis que muitos refletores possuem, em seus 4 lados) e flags (ou bandeiras, pedaços de placas planas, opacas, fixados em locais estratégicos para barrar a passagem da luz). Movendo cuidadosamente esses elementos, consegue-se efeitos muito interessantes de iluminação, principalmente em estúdio, para compor fundos de cenários. A luz que passa por um cookie por exemplo (placa com perfurações em forma de desenhos, utilizada para projetar sombras recortadas sobre uma superfície) pode ser moldada através do ajuste correto dos barndoors do refletor. Assim, é possível concentrá-la somente na área do cookie e projetar somente o desenho desejado no cenário, sem a concorrência de reflexos indesejados dos seus lados. O "corte" mais preciso da sombra no entanto é feito através do flag, pois o mesmo é normalmente colocado a uma distância maior do refletor - e os barndoors ficam muito próximo do mesmo, na verdade, fixados no próprio. Quanto mais longe um obstáculo estiver do fluxo luminoso, mais definida será a sombra projetada pelo mesmo.

convertendo footcandle em lux alguns fotômetros (medidores de intensidade luminosa) podem apresentar em seus visores uma escala do tipo footcandle (unidade antiga de medida de intensidade de luz). Se for desejado o uso de um desses aparelhos para a medição da iluminação a que um objeto / pessoa estão sujeitos, com a finalidade de confronto com a especificação de gravação de determinada câmera (especificação normalmente feita em lux) é necessário efetuar uma conversão de valores. Para esta conversão, pode ser considerado que 1 footcandle vale aproximadamente 10,7 lux.

corrigindo vidros rayban ao efetuar gravações em salas e escritórios com grandes áreas envidraçadas, é possível deparar-se com vidros de tonalidade ligeiramente esverdeada, como os vidros do tipo rayban. Às vezes o tom esverdeado pode ser muito sutil, e, como a vista humana adapta-se facilmente a situações de variação de temperatura de luz, pode passar desapercebido. Uma boa prática sempre é bater o branco antes de qualquer gravação, mas, se por algum motivo isso não foi feito em um local desse tipo, uma tonalidade ligeiramente esverdeada na imagem será percebida no momento da edição, devendo então ser corrigida. A maneira mais simples é acessar o controle de intensidade das cores básicas RGB na imagem e diminuir ligeiramente (pouco) o verde. Ou então efetuar o ajuste digital do branco, existente em alguns programas - vide a dica "balanço do branco na pós-produção". O primeiro, nessa situação, pode ser mais preciso, por contar com o feeling do olho humano durante o ajuste. A forma mais fácil de notar o problema é prestar atenção à pele das pessoas, carente de um tom mais avermelhado (que sugere saúde, ao contrário do tom esverdeado, que sugere doença - esta cor é inclusive usada tradicionalmente em quadrinhos coloridos para representar esta situação).

cromakey resumidamente, algumas dicas para um bom cromakey são: iluminar uniformemente o fundo, manter a pessoa / objeto do primeiro plano distante do fundo, não deixar que se formem sombras no fundo a partir da iluminação utilizada para o primeiro plano e não deixar que a iluminação do fundo "contamine" o primeiro plano.

cromakey: contornando a limitação do tamanho da tela algumas vezes, dependendo do efeito que se quer obter, o tamanho da tela de cromakey disponível no estúdio pode ser insuficiente. Um exemplo é acrescentar a imagem de uma pessoa dentro de um campo de futebol, visto de um dos lados do gramado, onde a imagem dessa pessoa ocupe 1/3 da altura do quadro da imagem do vídeo. A alternativa mais dispendiciosa é obter uma tela "gigante", um local idem e toda a iluminação necessária. A forma econômica, no entanto, permite facilmente realizar o efeito na fase de edição-não-linear. No programa de edição, a imagem da pessoa com a pequena tela de cromakey ao fundo deve ser reduzida, fazendo-se o efeito de picture-in-picture sobre uma imagem limpa em outra trilha na Timeline. A seguir, selecionar para background color dessa imagem limpa a mesma cor do fundo de cromakey. Ao fundirem-se as duas imagens na composição das trilhas tem-se a pessoa em tamanho reduzido sobre um "fundo" de cromakey muito maior do que o original. Basta então efetuar o recorte através da função de cromakey.

cromakey: verificando a qualidade da iluminação do fundo uma forma de verificar se o fundo está uniformemente iluminado é gravar alguns segundos somente com este aparecendo no visor. A seguir, com o uso de um monitor de onda, que pode ser do tipo hardware (waveform monitor, aparelho semelhante fisicamente a um monitor de vídeo ao qual conecta-se o sinal de vídeo a ser analisado) ou software (função waveform existente em diversos programas de edição não linear, que abre uma janela com a representação do que seria mostrado na tela do aparelho real), verificar a uniformidade da cor verde ao longo do quadro da cena: deve haver uma linha reta em sua indicação. Para comprovar, nos últimos segundos da gravação-teste acima referida, pedir para uma pessoa ficar em frente à tela. A indicação no monitor de forma de onda deve mudar nesse instante.

cromakey e ajuste de iluminação do primeiro plano uma dica para efetuar o ajuste da iluminação no primeiro plano em uma montagem de cromakey do tipo que emprega iluminações independentes de fundo e primeiro plano, é desligar totalmente a iluminação do fundo. A seguir, efetuar todos os ajustes na iluminação de primeiro plano, através de posicionamento dos refletores, seus barndoores e também flags adicionais. Observar sempre, durante este ajuste, se alguma dessas luzes está atingindo o fundo - fato que não deve ocorrer.

cromakey e ajuste em tempo real uma dica para melhor ajuste no setup para cromakey é conectar a saída da câmera diretamente à entrada da placa de captura em um sistema de edição-não-linear disponível no local. Assim será possível, em tempo real, efetuar todos os ajustes necessários e posicionamentos entre os elementos de primeiro plano, fundo e refletores até a melhor condição ser obtida.

cromakey e batimento do branco em uma montagem para cromakey onde uma pessoa posiciona-se em frente ao fundo que vai ser recortado, o ajuste do branco deve ser feito excluindo-se o fundo. Para tanto, colocar um cartão branco na frente da pessoa e com zoom na câmera, fechar o ângulo até enquadrar totalmente o cartão no visor. Ajustar então o branco na câmera travando-o a seguir. Feito o travamento, retornar o enquadramento à sua posição original.

cromakey e distância da câmera ao fundo uma providência útil é manter a câmera a uma boa distância do primeiro plano, e assim utilizar o zoom na posição tele para fazer o enquadramento. Fazendo-se isso, a profundidade de campo diminui para uma pequena faixa à frente e atrás da pessoa em primeiro plano, deixando de revelar eventuais imperfeições no fundo, uma vez que o mesmo deixa de ser focalizado nitidamente.

cromakey e movimento da câmera em gravações de uma pessoa em frente a uma tela de cromakey a dica é evitar ao máximo movimentar a câmera. Os ajustes de luz e posicionamento da pessoa tem que ser precisos, e a não ser que o conjunto luz + fundo seja extenso e uniforme, a movimentação causará um efeito de 'esfumaçamento' (blur) nos contornos da imagem, principalmente se estiver sendo utilizado algum dos formatos do grupo DV.

cromakey e movimento da pessoa a pessoa que está sendo gravada sobre um fundo para cromakey deve-se mover sem efetuar movimentos bruscos: estes possuem a tendência de causar um esfumaçamento na imagem (blur) que acaba fundindo-se com o fundo, prejudicando a ilusão. O problema é mais aparente em formatos que utlizam resolução menor de cores na imagem, como por exemplo os formatos DV.

cromakey e posicionamento da câmera em relação ao fundo a dica é manter a câmera perpendicular ao plano do fundo. Assim, ela não deve estar muito alta no tripé e inclinada para baixo nem muito baixa e inclinada para cima. Uma providência extrema é verificar seu nível de alinhamento com auxílio de um nível. Por outro lado, ângulos laterais também devem ser evitados, a câmera deve estar sempre de frente para a tela. Em todas as situações descritas acima, o fundo ficará ligeiramente mais próximo de um dos lados do plano do CCD do que do outro, afetando a intensidade de luminosidade nesse lado - luz mais intensa do que do outro lado. Essa luminosidade desigual, dependendo da sensibilidade do ajuste do cromakey pode afetar a qualidade do processo, fazendo com que algumas áreas não fiquem totalmente transparentes.

cromakey e primeiro plano com brilho a presença de objetos brilhantes no objeto / pessoa a ser recortada deve ser evitada, principalmente quando localizados nas bordas dos contornos da mesma. O brilho nas bordas faz com que o recorte deixe de ter uma linha definida de contorno em relação ao fundo. O problema pode ocorrer por exemplo ao recortar um objeto de aço inox ou uma pessoa calva. A dica é utilizar nesses objetos ou pessoas recursos para reduzir o brilho - existem produtos específicos para isso, como sprays anti-reflexo.

cromakey e quadro escolar um quadro escolar (lousa para giz) pode ser improvisado como fundo para cromakey. O quadro em questão deve ser do tipo verde, estar com sua superfície nova e bem lavada, isenta de riscos e falhas e ser uniformemente iluminada. A própria iluminação geralmente utilizada nesses locais (luzes fluorescentes) pode, se atingir de maneira uniforme o quadro, ser utilizada para iluminação do fundo (o quadro).

cromakey e sombras no fundo e primeiro plano se a intenção é integrar o primeiro plano ao fundo (uma pessoa ser "colocada" em uma praia onde ela não está por exemplo), deve-se prestar atenção à iluminação do "fundo" e do primeiro plano, que deve estar consistente. Como "fundo" aqui entende-se não a iluminação da tela de cromakey propriamente dita, e sim a iluminação existente no local cuja imagem irá substituir a tela verde. Assim, se o Sol nessa praia produz sombras nas árvores e outras pessoas da direita para esquerda, no estúdio, a pessoa deve ter o refletor de luz principal movido também para esta posição. Uma inversão tornará o efeito inconsistente, chamando a atenção do expectador para essa desarmonia de integração pessoa / ambiente.

cromakey e tecidos utilizados em roupas deve ser evitado o uso de roupas com desenhos de linhas (faixas) muito estreitas próximas umas das outras. O uso de tecidos com esses padrôes acarreta um efeito conhecido como Moirée Pattern (padrão Moirée), onde essas linhas apresentam-se com efeitos de cintilação na imagem. Este efeito (que aparece mesmo em gravações não-cromakey) pode acarretar problemas durante o recorte da imagem principalmente com o uso de formatos digitais da família DV, porque as cintilações apresentam-se na forma de artefatos estranhos à imagem, artefatos estes que carregam diversas cores. Assim, pode-se ter a introdução de cores na imagem de primeiro plano que coincidam com a do fundo, fazendo com que os trechos onde estão tornem-se (incorretamente) transparentes.

cromakey e temperatura diferente na luz de primeiro plano e fundo o fundo de cromakey pode ser iluminado com luz totalmente diferente do primeiro plano em termos de temperatura de cor, se uma condição for atendida: as duas iluminações serem totalmente independentes. Assim, é possível por exemplo empregar luz fria para iluminar o fundo e luz incandescente para iluminar o primeiro plano: na câmera, o batimento do branco deve ser efetuado com a luz de primeiro plano, não com a luz do fundo. Ao observar no monitor, após o batimento o fundo ficará com uma tonalidade azulada, no entanto isso não é problema: basta indicar esta cor para o programa de composição - e lembrar de não usá-la em elementos do primeiro plano.

cromakey e vento artificial a ilusão causada por um efeito de cromakey sobre uma imagem externa (praia, campo aberto por exemplo) pode ser bem ressaltada para o expectador se um ventilador for colocado ao lado da pessoa a ser recortada em primeiro plano. Ajustado para soprar o equivalente a uma brisa sobre a roupa da pessoa (o cabelo para cromakey deve ser fixado de preferência com gel) fazendo-a vibrar ligeiramente, torna o efeito extremamente convincente. O cuidado a ser tomado é verificar se na imagem de fundo há vento e para que lado o mesmo sopra, para manter a mesma direção e sentido no primeiro plano.

cromakey em exteriores é possível realizar composição de imagens utlizando o processo de cromakey em ambientes exteriores, sem utilizar uma tela específica para o croma. Assim, o fundo poderá ser o azul do céu por exemplo (a partir de uma tomada baixa, de baixo para cima, que exclua outros elementos que não o céu). Ou paredes e fachadas que possuem cor uniforme. As dicas são desfocar o fundo (pessoa afastada do mesmo), para esconder possíveis imperfeições, como emendas de tijolos, trincas, etc... E utilizar superfíces nas cores RGB, além do amarelo.

dias nublados são excelentes para close-ups, principalmente de pessoas: nesses dias a luz solar não é direta, está bem difusa por causa das nuvens. Os raios de luz provém de várias direções, o que faz com que as sombras deixem de ficar pronunciadas e as superfícies ganhem iluminação uniforme, causando uma aparência agradável de suavidade.

difusor de tela ao gravar cenas de uma pessoa falando para a câmera diretamente sob a luz solar, pode-se observar, dependendo da intensidade do mesmo, e efeito causado pelas sombras pronunciadas e locais de alto contraste no rosto da pessoa. Ao invés de mudar o local de gravação para a sombra, uma solução eficiente para a situação é abrandar a luz do Sol, através de um difusor de tela. Em uma moldura bem grande de madeira ou tubos de PVC (preferível, pela leveza e facilidade de construção), pode-se montar o difusor estendendo sobre a moldura e prendendo-a na mesma uma tela de tecido de trama média (voal por exemplo). Telas na cor preta funcionam melhor. A uma distância de cerca de 2 a 3m da pessoa por exemplo, suspende-se o difusor de modo a causar uma 'sombra' sobre a pessoa, na verdade uma atenuação da forte e dura (luz que causa sombras bem contrastadas) luz solar.

dimmer para controlar a intensidade da luz em situações onde kits básicos de luz do tipo consumidor ou mesmo semi-profissionais são utilizados, uma alternativa para suavizar ou reduzir a intensidade da luz é utilizar um dimmer comum. Pode ser construído um dispositivo formado por uma caixa na qual, em uma de suas superfícies, seja instalado o controle do dimmer, com o aparelho em seu interior. Do aparelho saem cabos de entrada e saída, montados com plugs macho/fêmea nas pontas. É fundamental que toda a construção seja feita com materiais resistentes ao calor, fios anti-chama (o que já é, atualmente, um padrão da indústria de cabos), plugs de primeira linha e que todas as conexões sejam corretamente montadas, sem fios ou parafusos não bem fixados. Esse procedimento deve ser naturalmente seguido em todo tipo de instalação elétrica. O outro ponto a observar é que os dimmers são fabricados para funcionarem com um determinado limite de capacidade (potência em Watts). Assim, a soma das potências das lâmpadas a ele conectadas deve ser inferior a essa capacidade. Por fim, observar que nem todas as lâmpadas são dimerizáveis, especialmente as do tipo fluorescentes comuns. Atendidas essas observações, pode-se ter um dispositivo prático, sempre à mão, para quando for necessário reduzir a intensidade das luzes sem lançar mão de filtros colocados nos refletores. Como observação final, lembrar que ao reduzir a potência das luzes será necessário efetuar novamente o ajuste do branco (se já não foi feito e se o objetivo é produzir uma exposição com coloração fiel à realidade).

disfarçando problemas na pele para disfarçar, na imagem, excesso de rugas e/ou imperfeições na textura da pele, a dica é suavizar a iluminação. Como essas imperfeições constituem-se em irregularidades no relevo da superfície da pele, a luz que a mesma recebe pode ser parcialmente bloqueada em diversos trechos, criando-se sombras minúsculas, que acentuam o contraste entre as partes mais lisas. Pode-se comparar o efeito a um terreno plano e liso, que não produz sombras ao ser iluminado pelo Sol e um terreno cheio de altos e baixos no relevo. Esses altos e baixos produzem sombras quando a luz os atinge em ângulo raso. Essas sombras, mais do que as próprias irregularidades do relevo, fazem com que exista um contraste acentuado entre as partes claras e as escuras. Em outras palavras, se não houvessem as sombras, a imagem seria mais uniforme e suave. Em escala muito pequena é o que acontece na superfície da pele. Assim, tudo o que se pode fazer, é tentar diminuir essas sombras. Para isso, algumas alternativas podem ser tentadas. Uma delas é evitar a iluminação lateral, dando preferência à iluminação frontal do rosto (equivale ao Sol de meio dia em contraste com o do início ou final do dia). Outra, usar luz suave, não luz "dura": existem gelatinas suavizadoras que podem ser utilizadas sobre os refletores, ou então as caixas de luz chamadas softbox, sempre dispostas frontalmente. Outra saída é o uso de um filtro suavizador na lente da câmera ou ainda um efeito suavizador na fase de pós-edição - aplicados com pouca intensidade.

evitando sombras duplicadas em uma montagem com refletores para iluminar uma pessoa que está próxima de uma parede ao fundo, corre-se o risco da luz dos refletores produzir diversas sombras sobre esse fundo, um resultado que pode ter aspecto amadorístico ou então lembrar agitadas entrevistas onde diversas emissoras de TV posicionam seus equipamentos ao mesmo tempo para captar com presteza alguma declaração do entrevistado. No caso de dois refletores por exemplo, é aceitável que a sombra de um deles seja projetada na parede, mas não dos dois. Neste caso, basta posicionar um dos refletores diretamente  voltado para o rosto da pessoa - mas localizado lateralmente ao mesmo - sem importar-se com a sombra que se forma ao fundo. Esta será a luz principal, em um esquema principal / preenchimento. O segundo refletor (preenchimento) deve ser colocado do outro lado, evitando que sua luz atinja o fundo, ou através de sua rotação voltando-se um pouco para longe do mesmo, ou através de um flag (placa opaca colocada ao lado do refletor para barrar sua luz). Colocado mais distante do rosto da pessoa, possibilitará a criação de uma luz mais suave, acarretando assim o destaque do aspecto tridimensional do rosto.

excesso de luz e filtro ND ao contrário do que se possa imaginar, nem sempre quanto mais luz melhor: nesta situação, as cores claras começam a ficar saturadas e a imagem perde em definição. Para contornar este problema, comum em ambientes muito claros (praia, neve por exemplo) um filtro do tipo ND (Neutral Density) pode ser acrescido à objetiva da câmera. Este tipo de filtro, existente em diversas graduações, não altera as cores da imagem gravada, apenas reduz a intensidade da luminosidade que atinge as lentes da câmera, permitindo uma melhor exposição do assunto.

fixando refletores em portas uma porta pode ser utilizada em situações de emergência, onde não há suportes tradicionais disponíveis para fixar um refletor. A idéia é utilizar grampos com potentes molas, revestidos de borracha ou material plástico (encontrados em lojas de ferragens). O grampo é fixado na parte superior de uma porta, de deve ser fixada entreaberta - para tanto, utilizar um calço debaixo da mesma. O grampo, através de uma adaptação firme e segura, é utilizado para prender o refletor no alto da porta. Outros lugares podem ser utilizados para fixação também.

fluorescentes podem ser usadas sem problema como fonte artificial de iluminação, desde que se tome o cuidade de se efetuar o equilíbrio nas temperaturas de cor que iluminam a pessoa/objeto. Se somente luzes fluorescentes serão utilizadas, utilizar o white-balance automático da câmera (pré-setado para luz fluorescente, quando existir este ajuste) ou, melhor ainda, fazer o balanço manual ('bater o branco') na câmera. Se elas forem utilizadas juntamente com luzes de outras temperaturas (ex. incandescentes), para obter o equilíbrio de cores uma opção é utilizar uma folha plástica colorida (gelatina) sobre os tubos da lâmpada fluorescente para abaixar sua temperatura de cor aproximando-a da temperatura da luz incandescente (gelatina cor âmbar). A seguir, ajustar o white-balance da câmera para luz incandescente (ajuste 'interiors'). Outra opção é subir a temperatura de cor da luz incandescente, colocando sobre a mesma uma gelatina de cor azul e ajustando a câmera para luz do dia (ajuste 'daylight').

fluorescentes e difusores geralmente as luminárias fluorescentes possuem em sua parte inferior uma grade metálica (difusor), destinada a difundir a luz das lâmpadas e tornar o ambiente mais agradável. O problema é que com o tempo, alguns tipos de difusores tornam-se amarelados, causando desvio na tonalidade de cor da luz emitida pelas lâmpadas, que também torna-se amarelada. A dica então é, se possível, remover esta grade difusora durante a gravação do vídeo.

fluorescentes e velocidade de obturador as lâmpadas fluorescentes "piscam" (flicker) determinado número de vezes por segundo, conforme a frequência da corrente elétrica utilizada no país (50 ou 60 ciclos). Esse número é superior ao tempo de persistência da visão do olho humano (qualquer frequência de alternância claro-escuro maior do que 1/48seg. não é percebido pelo olho humano, por isso não percebemos o flicker das luminárias desse tipo. No entanto, ao gravar com câmeras de vídeo em locais iluminados predominantemente por esse tipo de luz, se o obturador estiver ajustado para uma velocidade superior à do flicker da lâmpada (maior do que 1/50seg. ou 1/60seg, conforme a ciclagem local), a imagem ficará com efeito semelhante à das luzes strobo (piscando). Assim, a dica é nesses locais, utilizar sempre velocidades de obturador iguais ou menores do que essa. Na realidade gravando-se com a velocidade normal da câmera não haverá problema, pois essa velocidade normal (=mais comum) é a do formato entrelaçado, que trabalha em 50 ou então 60 campos por segundo (50i ou 60i).

fogo e reprodução correta de suas cores a luz amarelo-alaranjada predominante no fogo faz com que o sistema automático de balanço de branco da câmera a interprete como luz de tungstênio (a luz de lâmpadas incandescentes de filamento de tungstênio, existente em interiores). Assim, para efetuar a 'correção' do problema, a intensidade do azul é automaticamente aumentada (para diminuir o vermelho); resultado: o fogo perde a vivacidade de suas cores. Se a cena estiver sendo gravada à noite, o céu escuro faz com que o sinal seja automaticamente amplificado (gain control), acrescentando perda de definição à imagem. A dica é selecionar o balanço automático do branco para 'luz do dia'. Algumas câmeras possuem programas pré-ajustados, opcionais de exposição. Um deles, denominado 'twillight' funciona bem nesta situação: este programa não efetua o aumento de exposição em situações de pouca luz, como ocorre normalmente e não 'corrige' o excesso de vermelho.

fundo claro e luz da câmera gravando-se objetos/pessoas em close, muitas vezes o fundo pode-se apresentar excessivamente claro, forçando a exposição automática da câmera a fechar o diafragma e escurecendo com isso a imagem do objeto/pessoa. Alguns recursos podem então ser utilizados, como a exposição manual (se a câmera possuir este controle) e o uso do botão backlight (que aumenta em alguns pontos a abertura do diafragma). Outro recurso no entanto é o uso de iluminação artificial. De resultado eficiente no mundo profissional (com a utilização de refletores adequadamente posicionados), seu efeito pode ser em parte imitado com o uso do acessório de luz da câmera, utilizado normalmente em locais com pouca iluminação.

Este recurso, também utilizado no mundo da fotografia (quando usa-se o flash em locais externos durante o dia) permite equilibrar melhor o contraste entre o primeiro plano (escuro) e o fundo (claro). Evidentemente o recurso só funcionará se a câmera com luz embutida estiver próxima deste primeiro plano.

fundo e iluminação independente em um sistema de iluminação de 3 pontos (principal, preenchimento e contra-luz), se houver um fundo atrás da pessoa que está sendo gravada, a dica é não deixar que as luzes que iluminam a pessoa (principal e preenchimento) pela frente e lateral atinjam também o fundo ou, se isso for impossível, o atinjam o menos que se puder. Esse controle pode ser feito com flags colocados em suportes posicionados próximo aos refletores ou então fechando-se os barndoors dos refletores até determinado ponto, se os mesmos os possuírem. Desta forma é possível iluminar o fundo de forma completamente independente do primeiro plano (mudando cores, colocando cookies para efeitos, etc...). Aliás, o fundo deve sempre estar menos iluminado do que o primeiro plano, para destacar este.

gelatinas e correção de cores as luzes incandescentes utilizadas em interiores possuem temperatura de cor mais baixa do que a da luz do dia (luz exterior). Em uma sala iluminada por luzes incandescentes e pela luz do dia que entra através de uma janela, é necessário igualar as temperaturas das luzes na cena. Gelatinas coloridas permitem fazer isso, de duas formas diferentes. Uma delas é recobrir as janelas com gelatinas alaranjadas (do tipo CTO - Color Temperature Orange). A outra, instalar gelatinas azuladas (do tipo CTB - Color Temperature Blue) sobre as luzes incandescentes internas. Como o efeito final é o mesmo, a decisão pode-se basear no custo-benefício, ou seja, na quantidade de gelatina a ser utilizada em uma abordagem ou outra.

gelatinas em janelas com persianas a fixação de gelatinas para correção de cor em janelas com persianas é facilitada por um truque: não é necessário recobrir toda a superfície da mesma com as folhas, a parte superior pode ser encoberta abaixando-se ligeiramente a persiana.

gelatinas para correção de cor x plásticos coloridos plásticos coloridos, embora possam funcionar na correção de cor de lâmpadas e refletores, não são a opção mais segura. Gelatinas apropriadas para este fim possuem a vantagem de serem resistentes ao calor, evitando-se com isto o risco de queima e consequentes acidentes devido ao calor gerado pelas lâmpadas dos refletores.

grampos para fixar refletores no teto existem grampos com potentes molas (versão robusta do tradicional prendedor de roupas de madeira / plástico) que podem ser úteis na fixação de refletores leves no teto. Este tipo de fixação pode ser instalado por exemplo em lustres já existentes no local, às vezes com o auxílio de um pequeno pedaço de arame. Ou em tetos falsos, compostos por material do tipo espuma encaixada em treliças de metal, muito comuns em escritórios. Neste caso, prende-se o grampo nessas treliças. Ou, ainda, em trilhos de cortinas. Seja como for, sempre é bom ter alguns grampos a mais - para prender o cabo do refletor por exemplo. O grampo tem a vantagem de poder ser instalado / remanejado com rapidez e é sempre um item que deve estar presente na bagagem de iluminação.

guarda-chuva refletor é possível improvisar um refletor do tipo guarda-chuva profissional utilizando um guarda-chuva comum, cola e um rolo de papel alumínio. Com o guarda-chuva aberto, basta recortar e colar tiras do papel alumínio de modo a recobrir sua superfície interna. Como sugestão, colocar o lado mais opaco do papel alumínio voltado para a parte que recebe a luz, não para o tecido do guarda-chuva. Isto fará com que a luz refletida seja mais suave. Cole os pedaços de alumínio através de suas bordas.

iluminação da cena e qualidade da cópia um dos fatores que influem na qualidade da cópia de uma fita para outra é a qualidade do original. E esta, está diretamente ligada, entre outros fatores, à correta iluminação da cena. Nem mais, nem menos luz. Especificamente a falta de luz, faz com que a imagem fique granulada e com pouca definição. Imperfeições estas que são ampliadas e ficam mais evidentes no momento da cópia. Assim, sempre pode-se esperar uma cópia ruim se o original possui deficiência de iluminação.

iluminação de 3 pontos e luz de fundo geralmente no esquema básico de iluminação que emprega 3 luzes (principal, preenchimento e contra-luz) bastam essas luzes para iluminar bem. Se o objeto ou pessoa estão próximos do fundo, a própria luz principal e a de preenchimento vão, indiretamente, iluminá-lo. No entanto, se este fundo for muito escuro, ou estiver muito escuro, a pessoa ou objeto sendo gravados pode parecer isolada de modo não muito agradável visualmente do fundo. Neste caso a solução é iluminar o fundo, e uma dica é usar um refletor grande, do tipo softbox (para evitar sombras), colocado ao lado da pessoa, fora da visão da câmera. Outros posicionamentos desse refletor podem ser tentados, sempre observando-se o resultado final no monitor. A própria contra-luz pode servir para este fim no lugar da luz de fundo, se for posicionada de forma a deixar vazar uma parte de sua claridade para o fundo - eventualmente abrindo-se a aba traseira de seu conjunto de barndoors. De qualquer forma, é preferível que o fundo esteja um pouco mais claro de que deveria do que um pouco mais escuro do que deveria.

iluminando pessoas para Internet a transmissão de vídeos pela Internet sofre com a taxa maior de compressão normalmente utilizada nesses vídeos, quando comparada com a utilizada em outros tipos de vídeo produzidos. Um dos efeitos da compressão é acentuar a baixa qualidade de imagens pouco iluminadas, onde geralmente o processo de ganho automático da câmera (gain) atua subindo o nível de iluminação tendo como resultado uma imagem granulada. Se vistas no modo tradicional, o problema pode ser muitas vezes não muito aparente, mas quando vistas na Internet a qualidade piora bastante. Assim, a dica é cuidar mais ainda da iluminação para esse tipo de vídeo. Não é necessário obrigatoriamente utilizar esquemas e equipamentos profissionais, mas tomar simples cuidados já ajuda bastante. Por exemplo, se for possível colocar a pessoa ao lado de uma janela, de forma a ficar quase que de frente para ela, pode-se utilizar um pedaço grande de isopor ou um lençol branco montado em um papelão ou ainda uma cartolina grande branca, do outro lado, posicionada com luz de preenchimento. A luz da janela passa a fazer o papel de luz principal. Por outro lado, em ambientes somente com luz interior, apenas um refletor colocado não muito perto da pessoa e um rebatedor do outro lado já ajudam. O importante é que a câmera não tenha que amplificar a iluminação artificialmente (através do gain), pois isso é o que causa a granulação na imagem.

imitando a luz da Lua a luz do luar pode ser recriada artificialmente efetuando-se o batimento do branco não com um cartão branco e sim com um cartão ligeiramente dourado. A câmera tentará corrigir o excesso de tonalidade vermelho-amarelada (o dourado), "puxando" o tom para o azul.

imitando o nascer ou pôr-do-Sol com um rebatedor dourado   rebatedores são placas utilizadas para refletir a luz mais intensa de um refletor (luz artificial) ou então do Sol (luz natural). Podem apresentar superfície branca ou então metalizada, nas tonalidades prateada e dourada. Este último (dourado) possibilita imitar a luz do nascer ou então do pôr-do-Sol, que é mais amarelada do que a luz durante a maior parte do dia. Para isso, basta refletir a luz do Sol sobre o rebatedor e direcioná-la para o rosto de uma pessoa por exemplo, para obter-se o efeito desejado. A pessoa ficará então com o tom de pele "mais quente" (com coloração tendendo para o alaranjado).

imitando o pôr-do-Sol a luz amarelada do Sol no final da tarde pode ser recriada artificialmente efetuando-se o batimento do branco não com um cartão branco e sim com um cartão ligeiramente azulado. A câmera tentará corrigir o excesso de azul aumentando a tonalidade vermelha. Para o efeito tornar-se mais real, é preciso lembrar que a luz solar nessa hora provém de um ângulo baixo, assim, a iluminação do objeto / pessoa deve ser efetuada com auxílio de um rebatedor. A situação descrita corresponde a uma gravação efetuada fora dos horários de início - fim de dia, com a pessoa protegida dos raios solares diretos (que denunciariam o truque devido às sombras) e iluminada pelos raios solares refletidos pelo rebatedor.

impossível efetuar o ajuste correto de temperatura de cor em situações extremas, onde é difícil ou mesmo impraticável corrigir distorções causadas nas cores devido a presença de luzes de temperaturas diferentes de cor no mesmo ambiente, se isso afeta de maneira muito negativa o resultado final, pode-se lançar mão de uma simples e criativa solução radical: gravar tudo em preto e branco, ou então utilizando o efeito sépia. Este recurso já foi utilizado mais de uma vez por profissionais, a título de 'efeito especial'.

intensificando a luz de velas sendo necessária a gravação à luz de velas, o resultado muito provavelmente terá em vídeo um aspecto escuro e granulado, sem muita definição. Existe um controle de aumento artificial de sensibilidade na câmera, chamado GAIN, e se este for utilizado (intencionalmente ou não, pelo modo automático) em demasia, a imagem ficará excessivamente granulada, em perda de definição nos detalhes. A solução é aumentar o nível de luz. Se isso não for possível no local, por exemplo por ser a única luz disponível a das velas, uma solução de contorno é reunir em um determinado ponto a maior quantidade possível de candelabros com as velas, quanto mais, melhor. A imagem enquadrada pode omitir a maior parte deles, exibindo somente alguns para transmitir a idéia do ambiente iluminado à luz de velas. Outra forma é acrescentar na cena um ou mais refletores, poucos, com luz muito atenuada (ex. por um dimmer) ou através de gelatinas alaranjadas. A luz tem que ser muito suave, para não competir com a luz das velas, e ao mesmo tempo para aumentar o nível geral da iluminação.

janela (artificial) criada por uma persiana com uma simples persiana é possível simular a existência de uma janela através da qual alguém observa o movimento do lado de fora. Em um primeiro plano geral, mostra-se um edifício visto à noite, do lado de fora, com suas várias janelas, algumas iluminadas, outras não. A seguir, o close de uma pessoa observando algo do lado de fora através de uma persiana. No entanto, esta janela não existe, é apenas sugerida pela sombra das lâminas da persiana sobre o rosto da pessoa. Ao focalizar o rosto da pessoa de modo que entre ela e a câmera exista suspensa através de suportes uma persiana, sendo o rosto da pessoa iluminado por um refletor colocado do mesmo lado que a câmera em relação à persiana e ligeiramente elevado em relação ao seu rosto, cria-se a ilusão de existir ali uma janela. A luz emitida pelo refletor não deve ser muito intensa, para simular a luz proveniente das luzes da cidade. Para tanto pode ser colocada sobre o mesmo uma gelatina do tipo ND (Neutral Density), de cor neutra, apenas para suavizá-la, ou então ser utilizada uma caixa de luz (light box). O efeito pode tornar-se mais convincente acrescentando-se uma folha de gelatina de cor azul sobre o refletor - a cor azulada sugere sempre iluminação noturna.

kits portáteis de iluminação e luzes duras kits portáteis de iluminação geralmente acarretam luzes 'duras' sobre objetos e pessoas, devido ao pequeno tamanho dos refletores instalados nas lâmpadas. A dica para obter uma iluminação mais suave e natural é adquirí-los em uma potência um pouco maior e rebater suas luzes em placas de isopor, cartolinas, paredes brancas, etc...

lâmpadas de alta pressão e explosão lâmpadas de descarga que trabalham com alta pressão, como as do tipo HMI ou Xenônio por exemplo, devem ser sempre operadas dentro de refletores apropriados, que possuem vidro específico de proteção. O risco existente (embora raro) de explosão da lâmpada, devido às altas pressões atingidas em seu interior, exige este tipo de proteção. O refletor deve ser apropriado para este tipo de lâmpada, ou seja, com estrutura reforçada e vidro de proteção capazes de resistir a uma possível explosão da lâmpada. Em alguns tipos de lâmpada, a pressão em seu interior é alta mesmo quando frias, requerendo cuidado na manipulação - evitando-se por exemplo riscos de queda.

lâmpadas de mercúrio, problemas com IRC a gravação sob iluminação de luz de vapor de mercúrio, tradicionalmente encontrada em iluminação pública, traz problemas de rendimento de cor. Este tipo de lâmpada produz luz de tonalidade verde-azulada, fazendo com que a imagem sofra com a falta de tons avermelhados. Uma forma de equilibrar o balanço das cores, diminuindo a predominância do tom azulado é utilizar um filtro UV sobre as lentes da câmera. Este tipo de lâmpada emite uma parcela de sua luz nessa faixa (UV), invisível aos olhos humanos mas registrada pelo CCD. A seguir, a correção deve ser completada na fase de pós-produção, ajustando-se o balanço de cor por exemplo através de um editor-não-linear (programas de edição possuem opções de menu para efetuarem este ajuste).

lâmpadas de quartzo & calor gerado lâmpadas de quartzo (aquelas que se assemelham ao tubo de um termômetro) operam a altas temperaturas e levam mais tempo para esfriar após desligadas do que os outros tipos de lâmpadas. O mesmo ocorre com os suportes e estruturas nos quais as mesmas são encaixadas. Assim, após terem as mesmas sido desligadas, deve-se aguardar seu esfriamento antes de armazenar os refletores que as empregam novamente - pode-se aproveitar o tempo para guardar os outros acessórios. O tempo de vida deste tipo de lâmpada é aumentado quando armazenadas já frias.

lâmpadas e sujeira nos contatos é importante manter sempre limpos os contatos das lâmpadas e dos soquetes, bastando para isso, o uso de um pano seco nesses locais. Deve-se estar atento à oxidações tanto na base da lâmpada quanto no soquete. A sujeira impede a plena eficiência do contato, acarretando certa resistência à passagem da energia elétrica. Em outras palavras, esta parte do conjunto lâmpada / soquete torna-se um resistor (como uma resistência de chuveiro por exemplo), ou seja, um dispositivo que aquece com a passagem de corrente. O aquecimento é prejudicial ao material do soquete e da lâmpada, encurtando sua vida útil.

lâmpadas HMI e durabilidade Para iniciar o funcionamento de uma lâmpada do tipo HMI e gerar o arco voltaico dentro da câmara (ampola) de vidro, são necessárias altas voltagens (da ordem de 12.000 volts ou mais), o que é providenciado pelo reator ligado à mesma. Somente assim a energia elétrica ganha potência para sair de um eletrodo, situado em uma extremidade da ampola e atingir o eletrodo situado na extremidade oposta. Atingida esta situação, com a formação do arco e o aquecimento do bulbo, o gás pressurizado dentro da ampola precisa ser ionizado, exigindo a aplicação de uma voltagem ainda maior (de 20.000 a 70.000 ou mais volts). Na fase inicial de início de funcionamento da lâmpada, quando o bulbo ainda está sendo aquecido para a formação do arco, a lâmpada não deve nunca ser desligada. Ao se fazer isso, sua vida útil diminui, pois uma pequena parcela de seus elementos internos (gases contendo metais raros) acaba permanecendo depositada nos componentes da lâmpada (eletrodos e bulbo).

lâmpadas HMI em ambientes muito frios lâmpadas do tipo HMI potentes, em ambientes muito frios (ou com ar condicionado muito forte ou então ventilacão forte direta sobre a lâmpada ) podem acabar funcionando em temperaturas abaixo da temperatura mínima recomendada, aumentando com isso a temperatura de cor da luz emitida (sua tonalidade fica mais azul) e diminuindo o seu IRC - Índice de Reprodução de Cor (menor fidelidade na reprodução das cores dos objetos e pessoas).

luz, disjuntores, fusíveis e amperagem é frequente a ocorrência de situações, no trabalho com a montagem de refletores, onde ao serem todos ou uma certa quantidade deles ligados ao mesmo tempo há a queima de um fusível ou o desarme de um disjuntor. No entanto, é possível prever-se esta situação antes de conectar os refletores às tomadas. As instalações elétricas são montadas normalmente em ramais que partem de um mesmo ponto de entrada, o distribuidor geral, conhecido como DG. Em um edifício comercial ou residencial, a partir do DG partem fios (os ramais) que se direcionam para cada uma das salas / recintos. Dentro de uma mesma sala / recinto, existem uma ou mais tomadas, todas elas conectadas normalmente entre si e ligadas ao mesmo ramal que procede do DG. Em alguns casos, mais de uma sala / recinto podem estar conectados ao mesmo ramal. No DG, além de uma chave geral, existe uma chave individual para cada circuito, que permite que o mesmo seja desligado de maneira independente dos demais. Ocorrendo uma sobrecarga elétrica em algum desses ramais, existem dispositivos preventivos que cortam a eletricidade para impedir a ocorrência de consequências como incêndios e queima de aparelhos por exemplo. Entre estes dispositivos, estão o fusível e o disjuntor. O fusível, como o próprio nome sugere, nada mais é do que um trecho de fio muito pouco resitente ao calor, colocado em um invólucro isolante de porcelana. A passagem de corrente elétrica gera calor, que é tanto maior quanto maior a intensidade da corrente. Na situação de sobrecarga, o calor gerado esquenta muito os fios comuns, porém não a ponto de derretê-los. O mesmo não ocorre com o fio existente dentro do fusível, propositadamente muito sensível a esse calor gerado: o mesmo derrete-se rapidamente, e com isto, interrompe a energia no ramal inteiro.

Fios mais grossos são mais resistentes ao aquecimento do que fios mais finos. Estes e outros fatores são levados em conta quando um circuito elétrico é projetado, determinando-se assim que em determinado ramal a intensidade máxima da corrente admissível, sem causar o risco de sobreaquecimento, incêndios e outros problemas, é x. O fio existente no interior dos fusíveis é projetado para derreter-se a partir de determinado valor de intensidade de corrente elétrica. Assim, para o ramal em questão, determina-se que o fusível indicado deve ter valor máximo de corrente igual a x, daí a origem de expressões como "fusível de 15A", "fusível de 30A", etc.., onde "A" é a medida da intensidade da corrente (Amperes).

Atualmente, em substituição aos antigos fusíveis (que tinham que ser repostos após uma queima) existem dispositivos chamados disjuntores, que fazem o mesmo papel dos fusíveis: uma chave que desliga automaticamente na ocorrência de corrente acima de determinado valor (diz-se que o disjuntor "caiu"), mas que pode ser religada a seguir.

Assim, se um fusível queima ou um disjuntor cai ao serem ligados os refletores em questão, não adianta trocar o fusível por outro de igual valor ou então religar o disjuntor: haverá nova queima / queda ao serem ligados novamente os refletores. Por outro lado, a troca por um fusível de maior valor não é indicada, pois coloca em risco o ramal elétrico fazendo com que o mesmo passe a suportar uma corrente acima do valor máximo para o qual foi projetado.

Qual então, deve ser a solução neste caso? A dica é usar um cabo de extensão e ligar parte das luzes em um outro ramal (outra sala / recinto); assim, cada ramal estará suportando uma carga menor em relação à carga antes suportada.

E existe uma forma simples e rápida de efetuar o cálculo da corrente máxima gerada pelos refletores todos ao serem ligados. Uma fórmula simples da Física diz que a corrente (medida em Amperes) é a potência (medida em Watts) dividida pela voltagem (medida em Volts). Como exemplo, um refletor de 300W ligado em uma tomada de 110V vai consumir 2,7A porque 300 dividido por 110 dá 2,7. Podemos arredondar esse número para mais - o que é até uma garantia adicional e chegar ao número 3A.

Assim, a fórmula pode ser simplificada na seguinte regra básica: para 110V, basta dividir a potência dos refletores por 100 para saber a amperagem. No exemplo, 300W dividido por 100 dá 3A. Se por outro lado, a voltagem do local é de 220V, dividir novamente a seguir por dois: 3A dividido por dois dá 1,5A. Este é o valor da corrente consumida pelo refletor. Se forem mais de um, somar a potência (W) de todos eles antes de dividir por 100. A seguir, tendo-se este número, deve-se verificar no DG, para o ramal no qual as luzes serão ligadas, qual a intensidade máxima de corrente permitida, verificando-se o valor do fusível instalado na chave corrrespondente ou o valor do disjuntor correspondente.

luz (artificial) de anúncios de neon anúncios de neon piscando à noite, cuja luz ilumina ligeiramente o rosto de uma pessoa que olha pela janela de um edifício. Acendendo-se e apagando-se uma lanterna cujo refletor foi revestido com uma folha de gelatina vermelha em itervalos fixos de cerca de 3 segundos (3 segundos ligada, 2 segundos desligada por exemplo) pode-se simular a existência de um anúncio deste tipo por perto. O efeito fica mais convincente quanto a luz não é muito intensa: ao invés de causar sombras 'duras', este tipo de reflexo causa sombras suaves, o que é conseguido evitando-se direcionar sua luz diretamente para o rosto da pessoa; ao invés disso, direcionar a luz mais fraca refletida pela parte lateral da lanterna ou então colocar folhas adicionais de gelatina para diminuir a intensidade da fonte luminosa.

luz (artificial) de carros passando pela rua uma pessoa olha por uma janela, à noite, enquanto carros passam pela rua, refletindo a luz de seus faróis sobre o rosto da mesma. Uma das formas de se conseguir o efeito é movimentar lentamente lanternas de um lado para outro, simulando o movimento dos veículos. Deve-se ter o cuidado de não direcionar diretamente seu foco para o rosto das pessoas, para que o efeito fique mais convincente. Várias lanternas - se possível operadas por várias pessoas - acompanhadas de som de tráfego gravado na rua (tanto faz se gravado de dia ou de noite...) permitem obter um excelente efeito.

luz (artificial) de relâmpago normalmente não é mostrado o raio propriamente dito e sim sua reflexão nos objetos e pessoas da cena. Deve ser montado um refletor com luz muito potente, de preferência com uma gelatina ligeiramente azulada instalada no mesmo. Após ligar o refletor, certificar-se de que nenhuma luz do mesmo esteja atingindo a cena, bloqueando sua luz com dois pedaços de cartão opaco (papelão ou spumapac por exemplo, folhas densas e opacas e ao mesmo tempo leves ao manuseio) cada um seguro em uma das mãos. No momento do efeito aparecer, abrir e fechar rapidamente uma fresta nos cartões para passagem da luz. Funciona recortar uma janela no meio de cada cartão, recortar os cartões em formato retangular e colocar as janelas de forma a bloquearem a luz. Deslocando-se então um cartão em relação ao outro em sentidos opostos, em dado momento as janelas ficarão sobrepostas permitindo a passagem da luz. É possível ajustar o tamanho das janelas e a velocidade de seu deslocamento até conseguir o melhor efeito.

luz (artificial) do fogo a luz do fogo refletida no rosto das pessoas pode ser simulada através de um refletor situado ao nível do solo. O refletor deve estar direcionado para cima (na direção do rosto das pessoas) e recoberto com gelatina de cor laranja. O complemento do efeito é executado cortando-se várias faixas estreitas de gelatina nas cores laranja, vermelho e amarelo. Estas faixas devem então ser presas em uma haste comprida, de modo a deixar cerca de 2 cm entre as cada faixa. A seguir, segurando-se a haste por uma das pontas, efetuar um movimento ligeiro de balanço com as faixas, posicionadas em frente ao refletor no solo. A prática permite obter a intensidade adequada de movimento, simulando assim as variações de tonalidade emitidas pelo fogo. O efeito é completado com a parte sonora, através do som de materiais pegando fogo.

luz (artificial) imitando ondulações na água uma pessoa aproxima-se da borda de um lago, onde o vento sopra e pequenas ondas sobre sua superfície refletem a luz do Sol sobre o rosto da mesma. O efeito pode ser simulado em um local onde não exista nenhum lago, através de um utensílio de cozinha, um espelho, um pequeno refletor e um pouco de água. O utensílio de cozinha é uma assadeira, no fundo da qual deverão ser colocados vários pedaços quebrados do espelho - virados para cima. Acrescenta-se água sobre a assadeira e aproxima-se um refletor de sua borda, de maneira que sua luz refletida pela água e pelos pedaços de espelhos no fundo seja dirigida para o rosto da pessoa. Ao inclinar-se suavemente a assadeira para cima e para baixo em uma de suas bordas, o efeito das pequenas ondulações na água deverá aparecer refletido no rosto da pessoa. Se a cena passar-se à noite, basta recobrir a superfície do refletor com gelatina de azul - esta cor sugere sempre, para os assistentes, a cor da luz lunar.

luz (artificial) imitando uma lâmpada se um lustre deve fazer parte da imagem a ser gravada, especialmente se for do tipo em que a lâmpada fica à mostra e esta deve ficar acesa, a primeira providência é trocar a lâmpada sendo utilizada no lustre. Estas lâmpadas, geralmente de 60W ou mais, causam super-exposição na região do lustre: com isto o mesmo perde definição, tornando-se muitas vezes um borrão na imagem. No lugar da lâmpada original, colocar uma lâmpada mais fraca, por exemplo de 15 ou 20W e acendê-la. A iluminação que o lustre então deveria causar será agora fornecida por um refletor, disposto estrategicamente fora do alcançe do enquadramento da câmera. O posicionamento do refletor deve ser tal que imite a iluminação que seria efetuada pela lâmpada original do lustre, tomando-se o cuidado para não iluminar áreas de sombra para o lustre, ou seja, áreas em que o lustre não iluminaria. Isto pode ser conseguido através do uso de flags no refletor (placas metálicas laterais ajustáveis que funcionam como barreira para a luminosidade emitida pelo mesmo). Como o refletor estará disposto à maior distância em relação às pessoas / objetos que seriam iluminados originalmente somente pelo lustre, necessita ter uma potência maior do que a da lâmpada original, algo em torno de 500W por exemplo.

luz (artificial) refletida por um aparelho de TV um casal assiste, sentado em um sofá ou cama, a um programa de TV e é focalizado de frente, em close, pela câmera. A presença real do aparelho de TV pode ser simulada através do som baixo, pré-gravado de um programa qualquer real de TV e de um refletor colocado de frente para o casal. Se o aparelho de TV tiver que ser mostrado (por trás, excluindo-se assim sua tela) pode-se adquirir um aparelho de TV antigo e retirar de seu interior o tubo (CRT). A seguir, recobrir o vidro à sua frente (sempre existe um vidro externo que protege o vidro do CRT) com folhas de gelatina azul. O mesmo (folhas de gelatina) vale para a alternativa do refletor ao invés da caixa de TV. No caso desta última, no lugar do tubo instala-se uma luminária comum, com uma lâmpada de luz relativamente intensa (100 W por exemplo). Nos dois casos, a luz deve ser ligada e desligada repetidamente, simulando assim as variações de intensidade luminosa produzidas pelas imagens mostradas no aparelho. Esta luz será refletida no casal sentado no sofá ou na cama. O efeito pode ser aprimorado tomando-se o cuidado de manter a luz acesa por alguns períodos maiores do que em outros, alternando-se por breves períodos onde a mesma pode ficar piscando com maior frequência.

luz (artificial) de viaturas com sirenes em vídeo, tudo o que não é mostrado pode ser sugerido e portanto imaginado pelo espectador. A presença de uma viatura da polícia ou ambulância pode ser conseguida refletindo-se sobre o rosto das pessoas ou sobre o fundo luzes que estariam sendo emitidas pelo dispositivo luminoso situado no teto destas viaturas. O ruído das sirenes complementa a ilusão. Uma das formas de simular as referidas luzes é através de duas potentes lanternas, recobertas em seu refletor, respectivamente, por gelatinas azul e vermelha, que são passadas rapidamente sobre as pessoas / fundo, alternando-se as cores azul e vermelha. O efeito pode ser melhorado prendendo-se as 2 lanternas lado a lado, de maneira que fiquem diametralmente opostas. A seguir, fixar o conjunto sobre um disco de madeira, em sua parte central. Este disco possui um pino afixado no centro: basta então girá-lo à frente das pessoas / fundo para que sua luz 'passe' rapidamente sobre os mesmos.

luz da câmera: melhorando problemas muitas câmeras do segmento consumidor possuem uma pequena luz embutida no corpo da mesma. Outras, do segmento semi-profissional, possuem suportes para a instalação de kits de iluminação, normalmente um refletor fixado acima das lentes da câmera. Este é, no entanto, justamente um dos principais problemas dessas luzes: seu posicionamento, o que faz com que no meio profissional a luz sobre as lentes seja utilizada de maneira geral somente em locais onde não há outra luz disponível e/ou em reportagens rápidas para a TV. Como o refletor é geralmente pequeno e fica muito próximo do objeto/pessoa que está sendo gravado, sua luz é 'dura', acarretando sombras pronunciadas que revelam qualquer desnível (saliência / depressão) na pele de um entrevistado por exemplo. Este tipo de iluminação também traz outro problema: por localizar-se logo acima das lentes, ofusca quem deseja 'falar para a câmera'. Uma dica para minimizar esses problemas é fixar sobre o refletor uma folha de material difusor, usando fitas adesivas, prendedores de roupa, clipes, etc... O efeito difusor é aumentado se a folha for colocada a uma certa distância (alguns poucos centímetros) do refletor. Refletores que possuem 'abas' nos lados (barndoors) facilitam esse procedimento.

Alguns cuidados a serem tomados: o refletor esquenta, e quanto maior a temperatura máxima atingida pelo mesmo (depende do tipo e da potência da lâmpada), mais resistente ao calor deverá ser a folha difusora e o material utilizado na sua fixação. A folha difusora poderá se improvisada com o papel de um filtro comum de café, uma folha de espuma bem fina, mas o mais indicado, até por motivos de segurança, é o uso de material próprio para este fim. Lojas especializadas em suprimentos para iluminação em cinema e vídeo vendem folhas de gelatina em dezenas de tonalidades e graduações de grau de difusão, com a vantagem de serem resistentes ao calor das lâmpadas.

Outra dica é deslocar lateralmente o refletor, em relação ao eixo da câmera, se houver a possibilidade de fixá-lo em um tripé ou então ser carregado por outra pessoa. O resultado estético será melhor do que o da luz fixada em cima da objetiva.

luz da câmera usada em exteriores muitas câmeras do segmento consumidor possuem uma pequena luz embutida no corpo da mesma. Outras, do segmento semi-profissional, possuem suportes para a instalação de kits de iluminação, normalmente um refletor fixado acima das lentes da câmera. Em algumas situações, essas luzes podem ser utilizadas em locais (exteriores) onde há muita luz, porém não exatamente onde se quer. Um exemplo é o da pessoa em um dia claro, sob a sombra de uma árvore. A luz da câmera suplementa a luz natural, eliminando sombras causadas por esta. No entanto deve ser lembrado que a maioria desses refletores utiliza lâmpadas ajustadas para uso em interiores, ou seja, em temperaturas de cor próximas de 3.200 graus Kelvin. Assim, para não causar distorção nas cores da imagem sendo gravada, é aconselhável o uso de uma gelatina (ou plástico levemente colorido, em uma emergência) na cor azul, para aumentar a temperatura de cor da luz do refletor, tornando-a mais próxima da temperatura da luz do dia (em torno de 5.600 K na maior parte do dia, excetuando-se o início e o fim do dia). Como precaução, observar que gelatinas para uso profissional são resistentes ao calor; verificar sempre a temperatura máxima atingida pelo refletor quando bem quente e a resistência do material empregado, no caso de ser um substituto emergencial das gelatinas apropriadas.

luz da Lua (artificial) que entra pela janela pode ser obtida colocando-se, do lado de fora de uma janela de vidro um refletor com luz bastante intensa (mais de 1000 W). Este refletor deve ser pequeno para recriar as sombras intensas e 'duras' da luz do luar. Sobre o mesmo devem então ser afixadas 2 folhas de gelatina azul. O efeito pode ser melhorado diminuindo-se a intensidade da luz ambiente dentro da casa. Uma variação pode ser colocar o refletor dentro da casa, no estúdio; a seguir, em frente ao mesmo, colocar uma placa grande de cartolina dura ou papelão com quadrados perfurados imitando as aberturas da janela. A luz e as sombras produzidas permitirão criar a projeção da luz da janela no chão ou paredes.

luz de equipamentos de solda e câmeras de vídeo a luz intensa que é produzida pelos equipamentos de solda é não só intensa em luz visível para o olho humano, mas também intensa em radiações cujo comprimento de onda não enxergamos, como as da faixa correspondente ao infra-vermelho e ultra-violeta. Essas radiações apesar de não serem visíveis ao olho humano são danosas ao mesmo, no caso, as da faixa do ultra-violeta, um dos motivos da máscara que os soldadores utilizam (além, é claro, de proteção contra as faíscas). No entanto, os CCDs da câmera são capazes de registrar radiações dessas faixas (um motivo de existir um filtro denominado UV - ultravioleta, por exemplo), que se traduzem em maior luminosidade na imagem - ao ser registrada no vídeo torna-se visível ao olho humano sob essa forma - claridade - agora, obviamente, inofensiva. No entanto essa claridade adicional pode causar certa superexposição na imagem quando é excessiva, como em locais muito claros (neve, praia, etc...). Da mesma forma ocorrerá com as imagens dos processos de solda. E, ao contrário do olho humano, que deve ser protegido contra alguns tipos de radiação, como visto acima, os sensores da câmera não são danificados por este excesso de luz produzido pelas operações de soldagem, apenas a imagem poderá ficar superexposta.

luz do Sol (artificial) que entra pela janela pode ser obtida colocando-se, do lado de fora de uma janela de vidro (mesmo à noite) um refletor com luz bastante intensa (mais de 1000 W). Este refletor deve ser pequeno para recriar a luz intensa e com sombras 'duras' do Sol - suas sombras são sempre bem definidas. O efeito pode ser melhorado simulando-se o horário em que a gravação estaria sendo feita: para Sol da manhã, acrescentar uma gelatina levemente azulada sobre o refletor. Sol do meio dia não necessita alteração de cor, enquanto que a luz próxima do final do entardecer pode ser simulada com gelatina amarelo/alaranjada. Efeito extremamente convincente pode ser conseguido rebatendo a luz do refletor em um refletor metálico dourado.

Uma variação pode ser colocar o refletor dentro da casa, no estúdio; a seguir, em frente ao mesmo, colocar uma placa grande de cartolina dura ou papelão com quadrados perfurados imitando as aberturas da janela. A luz e as sombras produzidas permitirão criar a projeção da luz da janela no chão ou paredes.

luz e definição de sombras uma regra básica trata da definição das sombras, aqui entendido como suas bordas. Explicando melhor: ao colocar-se um flag ou objeto opaco qualquer na frente de uma fonte de luz, quando mais próximo o mesmo estiver desta fonte de luz, mais suave vai ser o contorno das bordas da sombra produzida. De maneira inversa, quando mais longe, mais definido este contorno. A técnica permite desenhar contornos de luz e sombra com maior precisão.

luz e fumaça para que a fumaça seja visível pela câmera, a iluminação deve ser lateral e não frontal, em relação à câmera. Se estiver no local sendo utilizado algum esquema de iluminação (vários refletores), cuidar para que as luzes montadas ao lado da câmera (luz frontal) não atinja a fumaça, com o uso de flags devidamente posicionados.

luz e reflexos indesejados em óculos existem algumas maneiras de diminuir ou eliminar reflexos em pessoas que utilizam óculos, em gravações onde refletores são usados. Em alguns casos, a pessoa pode até retirá-los, mas existe uma questão de imagem, na maioria das vezes o ideal é retratar a pessoa tal qual ela é (com óculos ou sem). Inclinar o óculos para baixo é uma alternativa que pode direcionar a luz dos refletores também para baixo. Para fazer isso, deve-se deixar o suporte do mesmo, no nariz, "escorregar" ligeiramente para frente, como se a armação estivesse "caindo". Isso ajuda um pouco. Outra alternativa é pensar no caminho percorrido pela luz, do refletor até a objetiva da câmera. Supondo-se a pessoa olhando para a câmera e a superfície das lentes de seus óculos em um plano perpendicular ao solo, como os ângulos de incidência e reflexão da luz são iguais, muito provavelmente o refletor está baixo, para que a linha que sai da objetiva e vai até os óculos tenha o mesmo ângulo de incidência da que sai do refletor e vai até os óculos. Em outras palavras, subindo o refletor esse ângulo aumenta e o reflexo da luz passa a ser direcionado em direção ao solo, não em direção à objetiva. Claro que eventualmente, se a pessoa balança muito a cabeça a teoria falha e vez por outra algum reflexo aparece, mas a intenção é eliminá-lo no maior número de vezes. A "subida" do refletor por outro lado não pode ser excessiva, para não criar sombras indesejadas no rosto (sombra do nariz abaixo do mesmo por exemplo). Ainda outra forma é utilizar na câmera um filtro polarizador: basta girá-lo até que o reflexo desapareça, lembrando que este tipo de filtro exige uma abertura um pouco maior na câmera para manter a mesma exposição (ele escurece um pouco a imagem sem essa compensação) e que o mesmo também altera a coloração da imagem (por exemplo reforçando o tom azul de uma camisa).

luz e sombra uma imagem só existirá se existir luz e sombra: sem um desses 2 elementos, não há imagem alguma, restando um clarão uniforme ou uma imagem totalmente escura. Mais do que uma técnica, a iluminação é uma arte, através da qual as formas dos objetos e pessoas podem ser modeladas, revelando com maior ou menor intensidade sua tridimensionalidade, sua textura e seu posicionamento junto aos outros elementos à sua volta.

Sombras não devem nunca serem completamente eliminadas - o que causaria o 'achatamento' da imagem - e sim serem controladas. E uma das formas mais eficientes de efetuar este controle é atenuando-as, suavizando a luz que cria as mesmas através da utilização de recursos como filtros difusores colocados sobre os refletores (uma placa grande de acrílico translúcido ('leitoso') colocada a 1 ou 2 palmos de distância da fonte de luz pode fazer esta função, mas podem ser utilizados também outros materiais, como lençóis brancos, cortinas, papéis e similares), caixas do tipo soft-box (uma estrutura em forma de cubo relativamente grande recoberta por tecido branco com a fonte de luz embutida em seu interior pode fazer esta função), reflexão da luz em anteparos colocados próximos à pessoa ou objeto (uma parede branca pode fazer esta função), etc...

Enquanto que no mercado profissional encontram-se folhas de gelatina específicas para este fim, resistentes ao calor gerado pela lâmpada dos refletores, deve-se ter o cuidado, no caso do uso dos materiais alternativos acima descritos, com a proximidade da fonte de calor. Ainda assim, mesmo as gelatinas profissionais devem ser colocadas a uma distância mínima da fonte de calor, sob risco de se deteriorarem.

A luz ficará mais difusa quanto maior for a distância da fonte de luz da superfície onde a mesma é refratada (no caso da placa de acrílico por exemplo) ou refletida (no caso da parede por exemplo), isto porque ao aumentar esta distância aumenta-se a área coberta pelo facho de luz emitido pelo refletor, o que significa que a superfície refratora / refletora torna-se maior: os raios emitidos tornam-se mais dispersos, traduzindo-se isto em maior suavidade nas sombras formadas sobre os objetos / pessoas iluminados. Lembrar que quanto mais aberto o facho de luz menor sua intensidade, o que leva a escolher diferentes refletores (potências) conforme o efeito desejado. Além da perda de intensidade, é comum ocorrer também uma variação na temperatura de cor com a abertura do facho de luz, o que exige atenção no batimento do branco. E lembrar que o objetivo dos filtros é corrigir e melhorar a qualidade da luz, não erros de posicionamento da mesma.

luz simulando ar quente existe uma forma fácil de reproduzir a sensação de ambiente quente (imagem de deserto por exemplo): colocar um refletor potente, aceso e voltado de baixo para cima, próximo à câmera e abaixo das lentes. A imagem vista pela câmera passará a ficar tremulada devido ao ar quente que sobe lentamente a partir da superfície do refletor. Com devidas precauções, ao invés do refletor, uma chapa de ferro bem quente ou mesmo um aquecedor de resistência comum ou quartzo pode ser utilizado.

luz solar direta x horário do dia o pior horário para fazer gravações, principalmente de pessoas, sob luz solar direta, é o horário próximo (antes e depois) do meio dia: nesta situação, a luz do Sol provém de cima, criando sombras e contrastes indesejáveis. Prefira horários como o meio da manhã ou da tarde.

luz solar x luz artificial refletores com lâmpadas podem ser utilizados com a luz solar, para ajudar a eliminar sombras p.ex. Neste caso, é importante ajustar a temperatura de cor das mesmas para a luz solar. Lâmpadas incandescentes por exemplo possuem temperatura de cor inferior à da luz solar: através do uso de gelatinas corretoras sobre as mesmas (cor azul) é possível aumentar sua temperatura de cor, fazendo com que fiquem próximas da temperatura da luz solar.

mãos e superfície das lâmpadas lâmpadas nunca devem ter sua superfície tocada diretamente com as mãos: segurá-las sempre pela base. A pele, por mais aparentemente limpa que esteja, sempre apresenta diversos tipos de óleos e graxas, em quantidades maiores ou menores, que podem fixar-se à superfície de vidro do bulbo das lâmpadas. A capacidade de transmissão de luz da lâmpada no ponto onde a sujeira está cai: uma parcela dessa luz fica retida na mancha. Embora aparentemente pequena, é suficiente para acarretar um maior aquecimento do vidro do bulbo nesse ponto. Esse aquecimento, maior do que o projetado para a lâmpada, acaba, com o tempo, enfraquecendo o material do vidro, deixando-o mais propício à fraturas e quebras.

A situação pode ainda ser agravada, pois a graxa retém poeira do ar, na forma de grãos microscópicos, concorrendo também para uma maior retenção de luz no local. Estas recomendações valem para todo tipo de lâmpada, mas especialmente par as utilizadas em refletores, mais potentes e mais suscetíveis portanto ao acúmulo anormal de calor sobre eventuais manchas de óleo e graxa. Assim, se o bulbo da lâmpada for acidentalmente tocado com as mãos, deve ser limpo com um pano embebido em solvente do tipo álcool ou removedor (Varsol), para remover os óleos e graxas ali porventura existentes. Esta operação deve sempre ser realizada com a lâmpada fria, para evitar o choque térmico do líquido com o vidro, também motivo de enfraquecimento e quebra.

noite americana ("American Night", ou "day for night") efeito criado e utilizado há anos nos estúdios de Hollywood, pode facilmente ser também utilizado em vídeo: basicamente, consiste em gravar uma cena à luz do dia de modo com que ela pareça ter sido gravada à noite, criando uma "falsa" realidade "noturna". As vantagens, entre outras, são a economia obtida com refletores (energia, locação, montagem, etc...), a maior facilidade de deslocamentos à luz do dia do que à noite e a maior facilidade de manuseio da iluminação proveniente da luz solar do que a iluminação artificial. Para obter este efeito, basta seguir as seguintes regras:

a) ajustar o balanço do branco (white balance) da câmera para luz incandescente; com isso, as imagens, captadas à luz solar, ficarão com um tom azulado, o que torna o efeito convincente, uma vez que a maioria das pessoas associa a luz da Lua a uma luz ligeiramente azulada. Como opção a ajustar o white balance para luz incandescente, pode-se bater o branco manualmente utilizando um cartão amarelo. Ou então simplesmente colocar um filtro azul sobre a objetiva.

b) diminuir ligeiramente a exposição da câmera (se a mesma possuir este ajuste manual), de modo a escurecer ligeiramente a imagem. Outra opção neste caso é utilizar um filtro do tipo ND (Neutral Density filter, que escurece a imagem). Neste caso, tem-se a vantagem adicional da diminuição da profundidade de campo (causada pelo aumento da abertura acarretado pelo filtro ND), que pode ser explorada se a intenção for esconder detalhes do fundo. Esta regra melhora o efeito, mas não é imprescindível; assim, se a câmera não possuir este ajuste ou não se possuir o filtro, pode-se seguir adiante.

c) evitar áreas de baixo contraste (ex.: sombras); sob a luz lunar, o fundo aparece geralmente escuro e o personagem em primeiro plano claro, ou seja, existe contraste. Debaixo da sombra de uma árvore por exemplo, este contraste é bem menos perceptível.

d) excluir do enquadramento o céu, o Sol, luzes diretas (fogo, lâmpadas) e áreas extensas do solo iluminadas pelo Sol: a luz da Lua, com luar forte, ilumina muitas vezes intensamente o solo, porém não tão intensamente quanto pode parecer com este efeito. Quanto ao céu, se não for possível excluí-lo, um filtro polarizador resolve o problema, escurecendo-o ao máximo: enquanto que de dia o céu é mais claro do que os objetos, pessoas e construções na Terra, à noite ocorre o inverso, é mais escuro. Outra opção ao filtro polarizador é um filtro dividido em duas partes horizontalmente, a superior escura e a inferior não: basta alinhar a 'emenda' com a linha do horizonte e elevar esta linha no enquadramento de modo que a ação fique sempre abaixo dela. Quanto às luzes, o motivo é porque à luz do dia, uma lâmpada acesa é captada com luz 'lavada' ; ao escurecer a imagem, a luz também escurece, prejudicando o efeito do truque.

e) iluminar os atores (luz solar direta ou refletida) preferencialmente pelo lado ou por trás. Isto ajuda a tornar o efeito mais convincente: as pessoas imaginam sempre que a luz da Lua, por ser 'menor' do que a do Sol, vem de um ponto localizado e não ilumina extensamente por todos os lados como a do Sol. A luz do Sol no início do dia ou no final do dia atende este pré-requisito.

f) a luz de uma lâmpada incandescente (e não a própria lâmpada) vista através da janela de uma casa, por exemplo, ajuda a tornar o efeito mais convincente: devido ao balanceamento feito, a luz parecerá branca, enquanto tudo à volta terá tom azulado.

g) se for desejado, a Lua pode ser incluída na cena na fase de edição, especialmente se for utilizada edição digital; no entanto, na maioria das vezes não é necessária sua inclusão para que o efeito torne-se convincente. Além disso, a inclusão de efeitos especiais deste tipo geralmente degrada a qualidade da imagem final.

paredes e muros coloridos deve-se sempre ser observada a presença no local de gravação de paredes e muros fortemente coloridos. A luz refletida pelos mesmos altera a temperatura de cor da imagem gravada, assim, é fundamental o ajuste correto do balanço de cor (bater o branco).

rebatedores e luz do Sol rebatedores são muito úteis em gravações sob céu aberto, em dias com Sol. A captação de imagens de pessoas sob o Sol geralmente apresenta problemas se este está muito alto (horários próximos do meio-dia, em regiões tropicais). Fora desses horários o Sol está mais baixo, o que significa emissão de luz lateral sobre o rosto das pessoas. Desta forma, o lado oposto ficará na sombra e quanto maior o contraste sombra-luz, menos agradável será o resultado final da imagem. Neste caso o rebatedor entra refletindo a luz do Sol sobre o outro lado, mais escuro. Colocado neste lado mais escuro, de forma a rebater a luz solar sobre o rosto da pessoa, atua como a luz de preenchimento utilizada no estúdio, dando forma e volume ao rosto. A superfície do rebatedor não deve ter superfície espelhada e sim possuir reflexão difusa. Assim, a luz rebatida tem menor intensidade, não competindo com a luz do Sol - principal. Da mesma forma, o mesmo esquema poderá ser utilizado se o Sol estiver atrás da pessoa, acima da mesma e fora do enquadramento da imagem, atuando como a contra-luz do estúdio. Neste caso o rebatedor deve ser colocado à frente da pessoa, ligeiramente deslocado de lado e abaixo da linha de seus olhos, rebatendo a luz do Sol em direção ao seu rosto. Também aqui é conveniente que a luz rebatida seja suave, apenas para eliminar as sombras produzidas por seu nariz e queixo. Ainda outra situação é iluminar um fundo escuro que esteja atrás da pessoa e não seja atingido pela luz do Sol, neste caso posicionado à frente da pessoa. O rebatedor, colocado ao lado da pessoa, rebate a luz solar em direção a este fundo, clareando-o.

refletor de papel alumínio um refletor simples pode ser construído com papel alumínio, cartolina e cola. Após recortar a cartolina com o tamanho desejado, colar o papel alumínio sobre a mesma. Eventuais trechos não uniformes (amassados) não causarão problema, aliás, a dica é antes de colar as folhas de alumínio, amassá-las (suavemente, pouco e com cuidado para não rasgarem) e depois esticá-las (também pouco, não completamente): isso ajuda a tornar as reflexões mais difusas e portanto mais uniformes.

refletor funcionando com bateria em situações e locais onde não existe energia disponível, nem a partir da rede elétrica nem a partir de geradores, ainda assim é possível utilizar refletores para iluminar determinada cena. Eles podem funcionar através de baterias, do tipo das utilizadas em veículos, não só automóveis, como cadeiras de roda elétricas, carrinhos de golfe, etc... Baterias são comercializadas em diferentes tamanhos e capacidades e existe uma indicação do tipo "100-amp/h". Isso significa que determinada bateria, como a do exemplo, pode fornecer 100 ampéres de energia durante uma hora, ou 10 ampéres durante 10 horas ou ainda 1 ampére durante 100 horas, basta efetuar a conversão para saber. Ampére é medida de corrente elétrica; um refletor de 500W funcionando em 110V consome 4,5 ampéres. Para descobrir a corrente (e portanto a amperagem) utilizada por determinado aparelho, basta dividir sua potência em Watts pela voltagem com que trabalha, como acima, onde 500 foi dividido por 110 para obter-se 4,5. Isso significa que uma bateria de 100-amp/h poderia fazer esse refletor funcionar por 22 horas (100/4,5).

O passo seguinte é levar em conta algumas considerações complementares. Uma delas: o cálculo acima estima o tempo desde a carga máxima da bateria até sua carga atingir o valor zero. No entanto, um refletor cada vez mais "apagado" evidentemente não é interessante, logo será necessário descartar no cálculo efetuado parte do tempo, onde o brilho do refletor não estará correspondendo ao desejado. Na realidade, pode-se considerar que após ter consumido metade de sua carga, a corrente fornecida pela bateria já não será suficiente para manter o brilho do refletor. Então deve-se dividir o valor 100-amp/h por 2 e refazer o cálculo: ao invés de 22 horas no exemplo acima, tem-se uma projeção de 11 horas.

O próximo ponto a considerar é que enquanto a corrente elétrica fornecida pela bateria é do tipo contínua (DC - não inverte a polaridade), a consumida pelo refletor deve ser do tipo alternada (AC - com inversão de polaridade). Isso leva à necessidade de incluir no circuito um dispositivo denominado inversor, do tipo 12V DC - 110V AC. Inversores funcionam de fato, mas a custa de determinada perda de potência - de maneira geral, algo próximo a 50% da potência pretendida. Assim, para fornecer energia para o refletor de 500W é necessário um inversor de 1000W de potência (o dobro). O esquema completo ficará com a seguinte configuração: bateria conectada ao inversor (pode ser empregado para isso um cabo do tipo utilizado para transferir carga entre baterias de carros, com cuidado ao conectá-los para evitar choques) e inversor conectado ao refletor. Como dica final, a bateria pode ser colocada em baixo do próprio tripé que segura o refletor: seu peso pode ser usado como estabilizador para o conjunto todo. E ainda, deve existir uma preocupação em utilizar conectores de primeira qualidade, assim como cabos e ligações, que não devem deixar fios sem serem bem afixados e parafusados nos respectivos terminais. Mau contato é causa de aquecimento, podendo causar acidentes, danos ao equipamento ou ainda perda de eficiência do conjunto.

refletores e posição de operação refletores muito potentes (Tungstênio, HMI ou Xenônio com mais de 5.000W) não devem ser nunca operados voltados completamente para cima: a lente de vidro existente no mesmo bloqueia a ventilação da lâmpada, impedindo a saída do ar quente para cima. Com isso, pode ocorrer superaquecimento do refletor com riscos de danos ao vidro por exemplo.

refletores HMI e vidro protetor lâmpadas de descarga (como as fluorescentes e as HMI), emitem luz do tipo UV (radiações UV-A, UV-B e UV-C, invisíveis ao olho humano) em seu interior, que se transforma em luz visível ao atingir a camada de fósforo que recobre internamente o bulbo das mesmas. Porém nem toda radiação UV é retida pela camada de fósforo e o vidro do bulbo e assim, um pouco desta radiação passa para o lado externo da lâmpada. Isso ocorre em escala muito pequena nas lâmpadas fluorescentes. No entanto, nas do tipo HMI, cuja potência é muitas vezes maior, também é muito maior a quantidade de radiação UV emitida para o lado externo da lâmpada. As radiações UV-A, UV-B e UV-C são nocivas ao ser humano (olhos, pele): assim, nunca deve-se retirar a lente protetora de vidro que recobre refletores com estas lâmpadas durante seu funcionamento. Ela filtra as radiações UV, bloqueando-as.

refletores, quantidade nem sempre é necessário o uso de diversos refletores para se conseguir uma iluminação aceitável. Quando tem-se apenas 1 refletor para uso, é possível ainda assim criar esquemas muito bons de iluminação de pessoas por exemplo, ao empregar o refletor juntamente com um rebatedor contraposto ao mesmo. Neste caso, a luz rebatida fará o papel de luz de preenchimento e a luz do refletor o papel de luz principal.

simulando com um espelho a sombra de uma persiana um espelho pode ser utilizado para simular a sombra de uma persiana em uma parede de interiores. Para tanto, a dica é recobrir o mesmo com faixas montadas através de um rolo de fita isolante. Colar as tiras de fita igualmente espaçadas alternando trechos com e trechos sem a fita, da mesma largura. A seguir, basta direcionar alguma luz para a parede com o espelho, que pode se a luz natural que entra pela janela, a luz de um refletor, etc...

Sol e posição do mesmo durante a gravação quando a gravação vai ser feita sob luz solar direta, verificar sempre se existe a opção de mudar a posição dos objetos/pessoas/câmera, de forma que a luz do Sol propicie harmonia no jogo de luzes e sombras. Assim, em uma gravação em que a câmera é apontada frontalmente para o objeto/pessoa, o Sol iluminando os mesmos por trás é ruim, assim como diretamente pela frente (iluminando as costas do operador da câmera). O melhor posicionamento é dispor o objeto/pessoa de modo que a luz solar ilumine-os lateralmente, mas um pouco deslocada para frente.

Sol e temperatura de sua luz durante a gravação em gravações feitas logo após o nascer ou logo antes do pôr-do-Sol, é necessário efetuar o ajuste do write-balance (bater o branco) com bastante frequência, pois a temperatura de cor da luz solar muda rapidamente nessas ocasiões. A intensidade da mudança aumenta com a aproximação do momento do pôr-do-Sol e diminui com o afastamento do momento do nascer do Sol. Se esses reajustes não forem feitos, uma eventual edição posterior poderá acabar colocando lado a lado cenas com coloração ligeiramente diferente.

suavizando a luz solar direta a luz solar direta é uma luz muito 'dura', acarreta sombras pronunciadas, não tem a característica 'soft' de suavidade na iluminação, especialmente nos horários próximos do meio dia. No entanto, se não for possível gravar nesta situação na sombra, existem artifícios simples que podem ajudar bastante a corrigir a característica deste tipo de iluminação. Um deles é estender sobre a pessoa ou assunto a serem focalizados um lençol branco, ou ainda um plástico ou acrílico translúcido: com isso, os raios solares se difundirão e a iluminação resultante suavizará sombras, tornando-se mais agradável como um todo.

suavizando luz em interiores em algumas cenas gravadas em interiores, pode fazer parte da cena um abajur sobre uma mesa por exemplo, ou um lustre suspenso sobre as pessoas. Tanto em um como em outro, a presença de uma lâmpada acesa confere maior interesse à cena, apesar do uso de refletores de modo geral. Ou seja, o lustre atua como um elemento de cena, não como auxiliar na iluminação. No entanto, muitas vezes a potência de sua lâmpada pode atrapalhar ao invés de ajudar, fazendo com que, para que a exposição correta seja obtida, a luz do lustre tenha que ficar superexposta. Se a alternativa escolhida for manter o lustre aceso, pode-se lançar mão de um truque: trocar a lâmpada do mesmo, por uma de potência bem menor. Assim, pode ser útil ter na bagagem a ser levada em gravações externas, uma ou duas lâmpadas comuns de pequena potência (25W por exemplo). Só não se deve esquecer de verificar a voltagem do local antes da troca.

troca periódica de lâmpadas em refletores é boa prática manter um cadastro com as datas de troca das lâmpadas em refletores; desta forma pode-se prever seu tempo de vida útil chegando ao fim e efetuar a troca antes que as mesmas queimem durante a gravação. O sistema pode ser montado numerando-se os refletores por exemplo. Embora a duração de uma lâmpada não siga uma regra exata, é possível ter uma idéia aproximada desse tempo. Claro que ter sempre lâmpadas de reserva também é uma dica, especialmente se essas lâmpadas forem difíceis de serem encontradas (horário / dia da semana). O acompanhamento permite também avaliar marcas e locais de compra.

variação de uma mesma paisagem ao longo do dia se houver oportunidade, uma dica é procurar extrair diferentes "climas" de uma mesma paisagem. Durante o decorrer do dia, a temperatura da luz natural do Sol que ilumina a paisagem vai mudando, é menor ao amanhecer / entardecer e mais alta próximo do meio dia (algumas horas antes e depois). Somado à esse fato, o próprio Sol muda de posição, variando bastante as dimensões das sombras e áreas iluminadas, conforme o ângulo de incidência de seus raios. Com isso variam também os reflexos desses raios, que passam a ser emitidos a partir de superfícies antes não iluminadas, superfícies estas que podem possuir as mais diversas cores e texturas.

Outros fatores também entram no jogo das alterações: a névoa da manhã, a neblina, a passagem ocasional de nuvens, a poeira no ar, a chuva, a iluminação artificial à noite e outros. Levando-se em consideração que esses fatores todos somam-se e interagem uns com os outros, tem-se uma diversidade considerável de tonalidades, brilhos, cores e nuances de uma mesma paisagem, não só ao longo do dia, como dos meses também (decorrentes de mudanças na posição do Sol, da vegetação e do clima em função das estações do ano).

Ao escolher uma paisagem para servir de cenário para uma gravação, sendo possível não efetuar as gravações no mesmo dia e sim retornar em diferentes horários ao local, para observar, dentre as várias diferentes "paisagens", qual a que melhor traduz o "clima" desejado. Observar as áreas de sombras, a posição do Sol (que pode indicar a necessidade de refletores / rebatedores), os fortes contrastes luz / sombra (sempre geralmente ruins), o ângulo de incidência do Sol na paisagem e nas eventuais pessoas e objetos a serem gravados em primeiro plano e outros elementos pode fazer uma diferença significativa na qualidade final do trabalho.

voltímetro na bagagem é um acessório muito útil em gravações externas. Existem diversos modelos, desde os antigos analógicos (com ponteiro móvel) até os digitais, com visor LCD ou luz de LED. Seja qual for o escolhido, o voltímetro permite evitar imprevistos e acidentes em locais desconhecidos - mesmo que haja indicação da voltagem no local - a mesma pode estar incorreta. Embora câmeras e outros acessórios possuam geralmente carregadores multi-voltagem, refletores trabalham com voltagem fixa. Ligados em uma voltagem menor do que a normal de seu funcionamento (110V ao invés de 220V) não produzirão o resultado esperado e ligados em uma voltagem maior, queimarão.