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PRODUTORA DE VIDEO

ajustando o foco em câmeras HD com o viewfinder / LCD a quantidade de pixels existente em um quadro de imagem HD atinge a cada dos milhares. No entanto, a quantidade de pixels existente normalmente em visores do tipo LCD conectados à câmera é muito menor do que isso. Por isso, ajustar com precisão o foco utilizando o LCD é tarefa extremamente difícil, carecendo de precisão. Já o viewfinder, apesar de possuir área menor, possui normalmente mais pixels (densidade maior), o que facilita essa verificação. No entanto, o melhor recurso, neste caso, é o uso de um monitor externo, capaz de exibir imagens de alta resolução.

ajustes permanentes de menu na câmera a maioria das câmeras possui menus para ajustes de diversos parâmetros de operação, que podem ser acessados pressionando-se um botão específico (geralmente "menu") e visualizados através do viewfinder ou mais comumente através do visor LCD.  Câmeras do segmento consumidor, para destacar o fato de serem fáceis de operar, possuem normalmente diversos controles em menus ao invés de em botões externos no corpo da câmera. Alguns ajustes de menu devem ser efetuados antes de qualquer gravação, como o modo de operação (qualidade da imagem em câmeras de fita, como os modos SP / EP por exemplo), ajustes de relógio, zoom digital (que deve sempre ser desligado, por contribuir para a degradação da imagem), estabilização automática da imagem (que se for do tipo óptico (OIS) pode permanecer constantemente ativada) e outros mais. Ao desligar a câmera, estes ajustes permanecem - a maioria das câmeras possui um chip de memória interno que armazena-os de forma permanente. Em alguns modelos (principalmente mais antigos) esta função era efetuada através de uma pequena bateria (do tipo relógio) instalada na câmera. Nesses modelos, a bateria deve ser verificada (seu estado, oxidação, etc...) e trocada de tempos em tempos (não é um tempo muito curto, mas também não pode ser deixada ali durante anos seguidos).

auditório e tamanho da tela existe uma tabela prática para se calcular o tamanho ideal da tela de um aparelho de TV ou tela projetada a serem utilizados em uma apresentação para um auditório, em função do número de pessoas no mesmo (o tamanho indicado corresponde à medida da diagonal da tela, não da sua largura):

quantidade de pessoas:                    tamanho da tela:
20 a 40 ..............................................  26 polegadas
40 a 80 ..............................................  72 polegadas
80 a 110 ............................................  96 polegadas
110 a 200 ..........................................  144 polegadas
200 a 400 ..........................................  180 polegadas

se o auditório é mais largo do que comprido, podem ser utilizadas 2 telas, uma de cada lado, e com tamanho um pouco menor em relação ao indicado acima.

balanceamento da imagem em eventos multi-câmera alguns procedimentos são necessários para o ajuste uniforme da imagem produzida por diversas câmeras em eventos desse tipo. Em primeiro lugar, cada câmera deve ser balanceada individualmente. Isso deve ser feito apontando-se as mesmas para um cartão branco, uma a uma. O cartão deve permanecer no mesmo local, para estar sujeito às mesmas condições de iluminação (intensidade luminosa e temperatura de cor). As câmeras é que devem ser direcionadas para captar a imagem do cartão. Efetuar então o balanço manual do branco para cada câmera, tomando o cuidado de preencher totalmente o quadro de imagem com a figura do cartão. Após esta primeira etapa, um outro ajuste deve ser feito: o balanceamento da luminosidade. Ao trocar de câmera para produção da imagem final a ser gravada, não podem ocorrer “saltos” de luminosidade, situação causada se uma das câmeras estiver “vendo” a imagem mais ou então menos clara. O ajuste é feito em cada câmera através do controle manual de exposição das mesmas. As câmeras devem ser apontadas todas para o mesmo objeto / pessoa, que por sua vez devem estar sujeitos à mesma iluminação que será utilizada na gravação. Então, no mixer de vídeo, duas das câmeras devem ser selecionadas, por exemplo câmeras 1 e 2. Aplicar o efeito de split na imagem, juntando no resultado final as imagens das 2 câmeras no mesmo quadro, com a tela dividida ao meio (wipe). Desta forma é possível comparar a luminosidade das imagens lado a lado e fazer os ajustes necessários na íris de cada uma das câmeras. A seguir, escolher uma das já ajustadas (1 ou 2) e fazer o mesmo para a câmera 3.

captando apresentações e palestras uma das aplicações para o vídeo é a captura ao vivo de imagens de palestras e apresentações, para exibição no próprio local, em telões. O objetivo é, em locais e auditórios muito amplos, permitir que os assistentes tenham uma visão próxima do palestrante, situação problemática, principalmente para os localizados dentro do auditório em sua parte mais afastada do palco. O esquema é normalmente montado com uma câmera, que deve estar fixa em um tripé - embora o uso de duas câmeras possa ser considerado. E a dica é para o operador desta câmera: ao contrário do que ele normalmente faria em outros tipos de gravações, aqui o recomendado é fazer com que o público sentado na última fileira do auditório sinta-se, em termos visuais, como se estivesse na primeira fila. Ou seja, que eles possam ver o que não podem do local onde estão. Assim, enquadramentos utilizando ajustes de grande-angular em ângulos muito abertos devem ser evitados: ao contrário, a imagem deve concentrar-se no rosto do palestrante. Não é necessário no entanto um close muito fechado; uma pequena abertura no enquadramento permite movimentar a câmera acompanhando com mais suavidade eventuais deslocamentos do palestrante. Aliás, todos movimentos devem ser feitos com extrema suavidade (zoom, pan, tilt...) pois qualquer movimentação mais brusca ficará muito evidente no telão. No caso de haver uma segunda câmera, é interessante deixar uma delas - dita de segurança - mostrando o palco em plano médio. Pode-se alternar para esta câmera enquanto a primeira refaz algum enquadramento.

claquete improvisada quando não se tem uma claquete à mão (placa com uma haste articulada com listras inclinadas pintadas, que se fecha (batendo-se sua haste na frente da câmera) ao início de cada cena e que, além de servir para a sincronização de sons captados por gravadores externos à câmera serve também para mostrar o título e número da cena, etc...), pode-se improvisar uma solução simples para indicar a repetição de cenas: basta mostrar com a mão os números um, dois, etc... próximo às lentes. A imagem poderá eventualmente ficar desfocada, mas será suficiente para identificar a cena em tempo de edição.

conexão de um titulador a uma mesa de mixagem de vídeo  em eventos multi-câmera pode ser interessante conectar ao sistema um titulador, para acrescentar legendas, gráficos e outros dizeres sobre a imagem. Uma das possibilidades de conexão é dirigir a saída do titulador para uma das entradas do mixer de vídeo. Mas existe outra possibilidade mais prática: direcionar a saída do mixer de vídeo para a entrada do titulador. Essa configuração permite que as imagens sejam trocadas livremente no mixer de vídeo (troca de câmeras) e um texto permaneça sobreposto à tela. A saída do titulador então é direcionada para a entrada do deck de gravação.

corrigindo imagem de ponta cabeça: não usar CRTs em situações como com o uso de alguns tipos de adaptadores de lentes sobre a objetiva, a imagem pode tornar-se de ponta cabeça nos visores da câmera (vidwfinder / LCD). O curioso nesse caso é que na situação normal ela está sempre de ponta cabeça, devido ao uso das lentes na objetiva, da mesma forma que nos nossos olhos a lente do cristalino causa inversão na imagem vista na retina. È o cérebro que aprende a fazer a correção automática desde as primeiras experiências de visão na vida. E na câmera é seu circuito eletrônico quem cuida, também de modo automático da tarefa. Só que no caso dos adaptadores o que gostaríamos é que ela não fizesse isso. Como ela faz, a solução é levar o vídeo para uma ilha de edição e aplicar um efeito para desinverter a imagem. O efeito, que exige uma renderização, não produz degradação visível na imagem.

Para facilidade de acompanhamento da gravação, a dica é ter um monitor LCD, externo, e virá-lo de ponta cabeça. No entanto, esse procedimento pede uma ressalva: não pode ser feito com um monitor tradicional de tubo (CRT), pois este foi projetado para funcionar em sua posição normal - com as aletas de ventilação montadas prevendo-se a subida do ar quente. Ao invertê-lo, a ventilação ficará muito prejudicada, acarretando o risco da queima do monitor por superaquecimento.

direcionando o sinal de vídeo do micro para um monitor ou televisor existem basicamente duas formas de enviar o sinal de vídeo de um micro (o que é exibido em sua tela) para um monitor ou televisor. Uma delas é instalando no computador uma placa de vídeo com saída própria para TV (saída analógica através de cabo com conector RCA). A outra é utilizar um aparelho denominado conversor VGA-TV. Este aparelho possui uma entrada na qual deve ser conectado o cabo que sai da CPU do computador e normalmente é ligado no monitor do mesmo. Como muitas vezes este cabo é fixo no gabinete do próprio monitor, pode ser necessária a aquisição de um cabo à parte, do mesmo tipo (verificar pela disposição da pinagem no plug), para conectar a saída de vídeo da CPU na referida entrada do aparelho conversor. A saída de sinal de vídeo do aparelho também é um cabo com sinal analógico com conector RCA na ponta. Assim, o televisor / monitor que vai receber este sinal deve possuir entrada de vídeo do mesmo tipo. Para o áudio o processo é o mesmo, neste caso utilizando um cabo com dois plugs RCA, um para o canal esquerdo e outro para o direito do som estéreo.

enquadramento antes de pressionar REC antes de pressionar REC na câmera, a menos que trate-se de uma gravação de urgência, se a mesma for planejada, com a câmera em PAUSE procurar o melhor enquadramento, observando todos os elementos em cena, ANTES de acionar a tecla REC. Existe uma tendência de observarmos os elementos principais da cena, mas os secundários (fundo, sua interação com o primeiro plano, objetos à frente, etc...) também são importantes. O foco, a luz, os elementos que enfeitam o quadro e os que o enfeiam (que podem ser incluídos ou excluídos muitas vezes com simples movimentação da câmera ou do zoom) devem ser observados. Estando atendidas estas condições, pode-se começar a gravar.  Este costume evita desperdício de fita, desperdício de tempo de edição (para cortes) e permite conseguir resultados estéticos mais agradáveis. Com o tempo e a prática, o tempo gasto nesta "pesquisa" visual diminui, até ficar quase que automático.

enquadramento de animais pequenos a mesma regra para crianças vale aqui: existem duas formas de se mostrar um pequeno animal, como um cachorro por exemplo: manter-se em nosso mundo, o que implica preservar a nossa forma de ver o mundo do animal, ou seja, de cima para baixo genericamente, ou "entrar" no mundo deles, fazendo com que a câmera mostre, como se ali vivesse, a sua perspectiva de visão. Isso não refere-se somente ao enquadramento de outros adultos, com a câmera quase no chão (no exemplo de um cachorro), o que constitui-se em uma técnica denominada "point-of-view", mas principalmente em retratar o próprio animal dessa forma. Essa maneira diferente de mostrar as coisas agrega atratividade maior ao vídeo produzido.

enquadramento de baixo para cima este tipo de enquadramento da imagem ('worm angle', ou, ângulo do ponto de vista de um verme no chão) faz com que coisas ou pessoas pareçam imponentes, com ar superior, amedrontadoras. Assim, sempre que se quiser causar esta sensação, este tipo de enquadramento deve ser utilizado.

enquadramento de cima para baixo este tipo de enquadramento da imagem ('bird angle', ou, ângulo do ponto de vista de um pássaro) faz com que coisas ou pessoas pareçam insignificantes, com ar inferior, inofensivas. Assim, sempre que se quiser causar esta sensação, este tipo de enquadramento deve ser utilizado.

enquadramento de crianças pequenas uma situação comum é manter a câmera sempre na altura dos nossos olhos, quando estamos de pé e enquadramos assim crianças pequenas, dirigindo a mesma para baixo, na direção delas. A imagem ganhará bastante em efeito e proximidade se nos aproximarmos também do mundo delas: gravar cenas ajoelhado ou agachado no chão, de modo que a câmera 'olhe' para elas como se fosse também uma criança.

Nessa mesma posição, muitas vezes não é necessário e é até melhor não estar muito próximo delas; utilize o recurso do zoom. Crianças mexem-se normalmente bastante, mudam rapidamente de posição, de expressão; não se preocupe com isso. Se o objetivo é capturar uma cena interessante, uma expressão, deixe a câmera ligada e siga gravando: ela irá naturalmente surgir, podendo ser selecionada posteriormente na fase de edição.

enquadramento de paisagens usando grande angular uma situação comum é deparar-se com uma magnífica visão obtida após chegar-se no alto de uma montanha. A paisagem mostra ao longe outras montanhas, detalhes da formação das nuvens no céu, da vegetação, etc... Embora aos nossos olhos tudo isso seja perceptível, quando se olha uma foto tirada do local percebe-se que o impacto não é o mesmo. Isto porque a cena observada, em três dimensões, perde uma delas ao ser transformada em foto: uma foto tem sempre duas dimensões.

O mesmo acontece em vídeo. Porém, aqui, a situação é agravada devido a uma característica própria desse meio: a baixa resolução. Comparando-se com uma fotografia, a imagem reproduzida no aparelho de TV, com suas meras 240 linhas de resolução perde detalhes e nuances que diminuem ainda mais o impacto da cena gravada. Para que a resolução e a sensação próxima à realidade fosse mantida, seria necessária a captação utilizando uma câmera com alta resolução e também que a mesma fosse mantida durante todo o processo, até o momento da exibição - processo HDTV por exemplo.

Se este não é o caso, a dica é gravar sim a cena toda utilizando a posição grande-angular das lentes, porém não se limitar a este registro, que aliás não necessita ser muito longo. Utilizando posições intermediárias até a tele objetiva é possível revelar uma quantidade grande de detalhes que de outro modo permaneceriam escondidos na imagem com pouca definição do ajuste grande-angular.

enquadramento de pessoas e fundos no momento da gravação, o operador da câmera deve estar atento, não somente ao primeiro plano - uma pessoa sendo entrevistada por exemplo e às indicações do visor (viewfinder ou LCD) da câmera, como ao fundo atrás da pessoa, muitas vezes esquecido, na preocupação com os dois primeiros ítens (exposição correta da imagem da pessoa e indicações no visor). Em determinadas situações, o que acontece ao fundo pode chamar a atenção do expectador, desviando o foco do assunto principal. Deve-se estar constantemente atento a pessoas passando por exemplo ou qualquer coisa que esteja ocorrendo ao fundo e que possa chamar a atenção. Neste caso, geralmente fechar o zoom, utilizando um pouco mais a posição tele, resolve, ao excluir o que não deve aparecer na imagem ao fundo. Outra solução é mudar ligeiramente o posicionamento da câmera, lentamente, de modo a excluir a imagem inconveniente ao fundo. Além disso, deve-se ter também em mente os casos clássicos de erros de enquadramento causados por superposição de imagens (poste "saindo" da cabeça de uma pessoa): o vídeo é um sistema 2D, realçando bastante este tipo de problema. A dica é estar sempre alternando o foco da atenção, ora ao viewfinder / LCD e suas indicações (bateria fraca por exemplo), ora à imagem de primeiro plano (foco por exemplo), ora ao que acontece no segundo plano (fundo).

enquadramento de pessoas e o Sol trata-se de uma dica básica de fotografia: ao enquadrar pessoas em uma área aberta com Sol, procurar sempre que possível colocar a pessoa com o Sol de lado, nunca com o Sol diretamente voltado para seus rostos, que, ao contraírem-se, produzirão expressões pouco naturais. No entanto, deve-se ter cuidado com as sombras, se o Sol está em um ângulo muito baixo. O ideal é que esta posição não seja tanto lateral mas também não tão à frente da pessoa. Um rebatedor colocado do outro lado pode atuar suavizando as sombras. O Sol baixo atrás da pessoa também deve ser evitado, quando se quer também evitar o efeito silhueta.

enquadramento de pessoas e tally light a luz vermelha (tally light) que se acende na frente da câmera orienta atores profissionais sobre quando a câmera está ou não gravando determinada cena. No entanto, pessoas comuns na maioria das vezes sentem-se intimidadas ao serem enquadradas por uma câmera de vídeo, e essa luz acentua esta sensação. A dica então é desativar a tally light e para isso existem duas soluções. Em algumas câmeras existe a possibilidade de desligar (via opção de menu por exemplo) a tally light. Não há problema algum para o operador da câmera, pois as indicações de gravação (REC) continuam a aparecer normalmente no visor, apenas a luz frontal não é mais acesa nesta situação. Quando esta operação não é possível para determinado modelo de câmera, um pedaço de fita isolante colado sobre a lâmpada de tally resolve (cortá-lo com uma tesoura, para que fique com tamanho ligeiramente maior do que a lâmpada e com resultado esteticamente bom). O calor emitido pela lâmpada quando acesa (na realidade trata-se de um LED) é extremamente baixo para causar qualquer tipo de problema à lâmpada ou à câmera.

enquadramento e altura da câmera em entrevistas ao posicionar a câmera em um tripé para realizar entrevistas, ou mesmo com a câmera na mão, é interessante colocá-la ligeiramente abaixo do nível dos olhos do entrevistado. Esse enquadramento confere destaque à pessoa.

enquadramento e composição no início/fim de um movimento um movimento de câmera sempre pressupõe que algo novo vá ser revelado. A dica aqui é, quando possível, fazer com que o final do movimento coincida com uma composição de imagem muito bem elaborada. Isso transmite a sensação inconsciente de que o expectador chegou a algum lugar novo. Melhor ainda, quando possível, é iniciar e finalizar o movimento com boas composições.

enquadramento e distância de pessoas em entrevistas algumas pessoas sentem-se desconfortáveis com a proximidade da câmera ao falarem ao mesmo tempo para o entrevistador. A dica é afastar-se a câmera, quando possível, e utilizar o zoom para fazer o enquadramento. A câmera pode ser dissimulada entre objetos próximos, como árvores, carros, outras pessoas, etc... Neste caso é obrigatória a utilização de um microfone externo, com ou sem fio, e o monitoramento do som com fones de ouvido.

enquadramento e distorção no rosto pessoas mostradas em close, de frente, no vídeo, apresentam um aspecto ligeiramente "alargado" em suas faces: para evitar isto, o melhor enquadramento é obtido posicionando-se a pessoa um pouco de lado. Esse pequeno ângulo não altera drasticamente o resultado final, mas confere um efeito visual melhor à imagem das faces das pessoas.

enquadramento e finalidade dos movimentos de câmera no momento de escolher quais movimentos de câmera serão mais indicados para representar determinada cena, lembrar que a câmera "fala" para a audiência com seus movimentos. Assim, um movimento de tilt (movimento vertical) para cima, está dizendo à audiência que algo será revelado no final desta movimentação. Assim, enquanto o movimento está sendo realizado, o público está aguardando o que será mostrado ao final do movimento, entendendo que o que surge durante o movimento tem importância secundária. O mesmo ocorre para um movimento horizontal (pan). Quando a câmera acompanha lateralmente o caminhar de um personagem por exemplo (em trilhos ou steady), está convidando o expectador para que tome parte na ação caminhando com a câmera para ver o que será revelado ao final da caminhada. O zoom-in por exemplo chama a atenção do expectador para um detalhe. Se, no entanto, ao final do movimento nada de novo ou interessante é mostrado, o movimento torna-se sem finalidade, sem motivação, causando desinteresse na audiência. Assim, os movimentos não são gratuitos, desprovidos de finalidade. Ao contrário, devem ser planejados.

enquadramento e movimento da câmera uma dica para mesclar em movimentos de câmera, é iniciar o movimento suavemente, com lentidão, a seguir aumentar sua velocidade e no final diminuí-la novamente. O efeito torna-se agradável visualmente, mas não deve ser utilizado demasiadamente para não cansar o expectador.

enquadramento e movimento da câmera - não corrigí-lo nunca deve-se corrigir o enquadramento ao término de um movimento de câmera de uma posição à outra, o melhor é manter como está ou refazer a captura da imagem. A correção chama a atenção do expectador para algo que "não estava correto" na operação da câmera. Se a posição final não é exatamente a prevista inicialmente, mas aproxima-se dela, pode-se, após alguns segundos corrigí-la lentamente, o que não chamará a atenção do público.

enquadramento e mudanças durante uma entrevista ao gravar uma entrevista, é conveniente mudar o enquadramento do entrevistado a cada pergunta respondida pelo mesmo. Assim, durante a primeira resposta, o enquadramento é um, durante a segunda um pouco de zoom foi utilizado, aproximando a imagem, durante a terceira o zoom foi ligeiramente aberto e a câmera mudou de posição, etc... Esse procedimento facilita o trabalho posterior durante a edição, onde as respostas podem ser parcialmente cortadas para se adequar ao tempo disponível, sem que isso no resultado final acarrete saltos na imagem (jump cuts), que ocorreriam se o enquadramento fosse sempre o mesmo. Essa regra pode ser contrariada se esse for o resultado final desejado, porém ao evitar-se estes saltos, o trabalho ganha em harmonia como um todo.

Para facilitar essa operação, a dica é mover a câmera ou mudar o enquadramento enquanto o entrevistador faz as perguntas. Ao término da entrevista, se as perguntas por exemplo estiverem em um roteiro - anotadas - o entrevistador pode regravar as perguntas, como se estivesse fazendo-as novamente ao entrevistado. No entanto este procedimento não é obrigatório - o novo enquadramento (zoom por exemplo) pode ser feito durante a pergunta, sem nenhum problema.

enquadramento e olhos ao enquadrar pessoas em close, a menos que se deseje algum efeito especial, é fundamental que o foco esteja perfeitamente ajustado nos olhos da pessoa: este é o primeiro (e muitas vezes único) ponto para onde os assistentes irão olhar neste momento, assim como ocorre em um diálogo entre pessoas na vida real.

enquadramento e perspectivas novas ao invés de enquadrar sempre determinada cena sob o mesmo ponto de vista, variar a perspectiva do enquadramento cria imagens atraentes para quem assiste o vídeo, devido ao ângulo inusitado em que foram feitas. Assim, ao invés de sempre segurar a câmera ao nível dos olhos, experimentar ângulos mais baixos ou mais altos do que isso é a dica. Em um jogo de bilhar por exemplo, gravar algumas cenas com a câmera ao nível da mesa, onde rolam as bolas. Ou então subir em uma escada enquadrando a mesa de cima para baixo. Uma pessoa aproxima-se caminhando através de um corredor: deitar no chão e fazer o enquadramento de baixo para cima. Um automóvel estaciona na rua: fazer um close ao nível da roda estacionando e depois um corte para o carro inteiro com as pessoas descendo. Em uma igreja, como seria a visão a partir do coro? E ao lado dos bancos da igreja, no nível do joelho das pessoas sentadas, no corredor central, mostrando a partir da metade dos bancos para frente? Em uma reunião de grupo de pessoas, subir em uma cadeira e euquadrar pessoas próximas (ao invés de enquadrar o gupo todo em grande angular). São algumas entre inúmeras idéias, onde o ponto central é fugir do lugar comum.

enquadramento e profundidade ao enquadrar cenas de paisagens, a profundidade de campo pode ser realçada colocando-se ou mostrando-se elementos existentes em primeiro plano, ao mesmo tempo em que o fundo distante é enquadrado. Estes elementos de primeiro plano ajudam a dar a noção de profundidade para a cena. Um exemplo disto é a imagem de um lago visto ao longe, através de um local onde existe vegetação. Se um pedaço de um galho de árvore existente próximo à câmera for incluído no enquadramento, ainda que o mesmo apareça desfocado, será um elemento indicativo do quão distante está a câmera do lago. Se este elemento em primeiro plano não existe, a idéia da distância do ponto onde se está gravando até o lago não fica muito clara.

Estes elementos em primeiro plano provavelmente estarão desfocados - porque o foco está no lago, no exemplo acima - e este fato é positivo, porque ele não deve chamar a atenção dos assistentes da mesma forma que o elemento principal. Além disso, muitas vezes estará também sem definição, aparecendo em silhueta, se estiver na sombra e o assunto principal no Sol, fato este que também contribui para diminuir a atenção sobre o mesmo. Por outro lado, nada impede de que a composição ganhe um toque artístico, ao se trabalhar a forma deste elemento em primeiro plano. Assim, um galho com folhas 'funciona' melhor como moldura da cena do que um galho seco sem folhas, a não ser, claro, que este tipo de vegetação faça parte do local e seja importante mostrar isso - caatinga por exemplo.

Por outro lado, também é possível manter a idéia de profundidade expondo corretamente (foco e luz) os elementos em primeiro plano. Neste caso, um exemplo seria abaixar a câmera para enquadrar parte das folhas finas e compridas do mato existente no solo, mostrando, por entre elas, a imagem do lago ao fundo desfocado. Assim, a dica básica é de que se for desejado realçar a profundidade da cena, qualquer objeto existente perto da câmera, se incluído na imagem, realçará este fato.

enquadramento e referência de tamanho alguns elementos exageradamente grandes de uma cena ou então muito pequenos confundem os assistentes, que não possuem a referência de tamanho naturalmente assimilada no local pela pessoa que efetuou a gravação da cena. Assim, estes elementos de referência devem sempre que possível ser acrescentados na imagem, embora a tendência seja esquecer este detalhe no momento da gravação das imagens. Como exemplo, o enquadramento de um caminhão fora-de-estrada, com seus imensos pneus, visto isoladamente no vídeo, não passa claramente a quem assiste sua dimensão de tamanho. No entanto esta dimensão é claramente transmitida ao acrescentar-se na imagem uma pessoa ao lado do caminhão, ainda que apareça pequena e sem detalhes. Na realidade o objetivo não é mostrar o rosto da pessoa e sim transmitir a idéia de que os pneus são bem maiores do que a altura de um ser humano.

O mesmo ocorre no micromundo. Para destacar o reduzido tamanho de um novo tipo de microfone por exemplo, coloca-se uma moeda ou um selo de correio a seu lado.

enquadramento e regra dos terços esta regra é muito eficiente para produzir um enquadramento esteticamente agradável da imagem gravada. Basta dividir mentalmente a imagem no visor em 9 pedaços, imaginando duas linhas verticais e duas linhas horizontais no formato de um 'jogo da velha'. A seguir, lembrar sempre de posicionar a parte mais interessante da imagem no cruzamento ou bem próximo do cruzamento dessas linhas. Assim deve ser feito com o rosto de uma pessoa olhando para a câmera; enquadrar assim resulta em uma imagem mais harmoniosa do que por exemplo colocar a pessoa bem no centro da imagem.

Uma sugestão para câmeras com visor do tipo LCD pode ser desenhar essas linhas do 'jogo da velha' em um plástico transparente (como o utilizado para impressão de transparências p.ex.) e afixá-lo com cuidado no visor. A dica é recortá-lo cuidadosamente para que caiba dentro da moldura plástica do visor. A eletricidade estática emitida pelo monitor em funcionamento ajudará a fixar o plástico sobre o visor.

enquadramento e tilt este é um efeito que, utilizado moderadamente, pode tornar determinados tipos de trabalhos mais interessantes, como entrevistas por exemplo. Trata-se de inclinar propositadamente a câmera para um dos lados e efetuar a gravação desta maneira. Dependendo do objetivo do vídeo em questão, do assunto e da mensagem a ser transmitida, este enquadramento 'estilo MTV' , quando inserido em meio a enquadramentos normais torna mais dinâmica a exibição. O único cuidado é não inclinar muito pouco a câmera: a inclinação deve ser drástica (45 graus por exemplo), para não parecer erro de nivelamento da posição normal.

enquadramento e variação nos ângulos variar os ângulos durante a gravação de determinado trabalho pode enriquecê-lo: ao invés de limitar-se ao convencional (câmera na altura dos olhos do cameraman), procurar ângulos baixos, altos (a partir de um telhado por exemplo), laterais, próximos, distantes, com o zoom ajustado para teleobjetiva, com o zoom ajustado para wide angle, etc.... A variação não deve no entanto ser exagerada (vários ângulos diferentes seguidos) para não chamar a atenção do expectador. A regra no entanto não é rígida, tudo depende do resultado final desejado.

enquadramento e zoom ao abrir o zoom da posição tele para a posição wide, a dica é fazer com que a composição final (em wide) não fique centralizada. Ao invés disso, fazer com que o motivo principal fique fora do centro nessa composição final. O movimento pode ficar melhor ainda se, juntamente com o acionamento do zoom houver um movimento de pan (ou tilt, se for o caso) para manter o motivo principal descentralizado.

enquadramento para transição: forma de objetos um tipo interessante de transição entre uma cena e outra emprega a referência a imagens com formas semelhantes. Assim por exemplo, a câmera na primeira cena pode enquadrar um ventilador fixado em uma parede, aproximando gradativamente a imagem dele. A seguir, estando relativamente próxima sua imagem, ocorre a fusão para a imagem de um hélice de um pequeno avião, cujos limites correspondam proporcionalmente à área ocupada pelo hélice do ventilador. Então a câmera faz um zoom out gradativamente para mostrar o avião e o local onde encontra-se, decorrendo a seguir a nova cena - ex. pessoas subindo ou descendo dele. Uma variação é aproximar a imagem da roda de um carro até ela ocupar quase todo o quadro da imagem, para então ocorrer a mudança para uma roda semelhante, mas não necessariamente igual, de um outro carro.

A dica é que todos esses tipos de transição podem ser feitos mais facilmente com o auxílio de um monitor externo à câmera e uma caneta para quadro branco. Esse monitor pode ser do tipo CRT convencional, ou então do tipo LCD. Se for LCD, sobre ele deve ser fixado um plástico rígido, transparente, de forma a ficar praticamente encostado na superfície da tela. Em ambos os casos, o objetivo é permitir o desenho de contornos com a caneta de quadro branco sobre essa tela (ou o vidro do CRT).

Uma vez providenciada a montagem do monitor, o passo seguinte é gravar por exemplo a roda do primeiro carro. Em seguida, retroceder a imagem na câmera, fazer PLAY e depois PAUSE no ponto de fusão de imagens desejado. Neste momento, com a caneta desenha-se na tela do monitor o contorno da roda. Pronto. Agora basta procurar o segundo carro para conseguir em facilidade enquadrar sua roda no mesmo ângulo de visão que a do primeiro carro e reiniciar a gravação.

enquadramento: cabeça e queixo existe uma regra estabelecida através dos anos na fotografia e cinema: se for necessário efetuar um corte horizontal no rosto de uma pessoa, é preferível cortar parte de sua cabeça (testa) do que parte da parte inferior de seu rosto (queixo).

enquadramentos: quando usar enquadramentos existem para ajudar a contar uma história ou, de forma mais básica, para transmitir uma determinada sensação com a imagem que está sendo mostrada. Assim, classicamente uma pessoa vista de baixo para cima transmite a sensação de superioridade, o inverso acontecendo quando esta mesma pessoa é vista de um ângulo superior à sua cabeça. A seguir, uma relação de alguns enquadramentos e suas motivações:

- pan / o movimento de giro da câmera sobre um eixo vertical imaginário (quando segura nas mãos) ou real (quando em um tripé ou monopé) serve para revelar um cenário - quando suas dimensões laterais são insuficientes para caber no enquadramento utilizado, ou então para seguir uma pessoa ou objeto que se move horizontalmente ou ainda para, em um cenário sem personagens, mostrar a distância entre algo à direita e algo à esquerda.

- tilt / o movimento de apontar a câmera para cima ou para baixo (como fazemos com nosso rosto) serve para os mesmos propósitos do movimento pan, alterando no entanto o eixo do movimento da posição vertical para a posição horizontal (no caso humano, este eixo imaginário seria a linha que liga as 2 orelhas, internamente à cabeça).

- pedestal / o movimento de subir e descer a câmera (como se esta estivesse em um elevador) serve para colocar o expectador "cara a cara" com o motivo que se quer mostrar. Um exemplo seria mostrar uma pessoa, em close, conversando com alguém que está acima dela e, após um tempo, subir a câmera para, deixando de enquadrar esta pessoa, mostrar com quem ela está conversando na parte superior da cena, aplicável por exemplo a um motorista de caminhão conversando da janela da cabine com uma criança em pé do lado de fora.

- dolly / o movimento de aproximar ou afastar a câmera do objeto ou pessoa, colocando-a em trilhos ou suportes com rodas serve para fazer algo que a objetiva zoom não faz: mudar a perspectiva da imagem, ou seja, o tamanho aparente que os objetos e pessoas colocados em diferentes distâncias uns dos outros demonstram ter. O zoom amplia tudo de maneira uniforme; brincando com isso para criar um efeito interessante Hitchcock criou um movimento de câmera que somava um dolly in (câmera aproximando-se do objeto ou pessoa) com um zoom out (aumento progressivo do ângulo de visão da lente). Se o resultado do dolly e do zoom fossem os mesmos, na combinação de Hitchcock nada ocorreria com a imagem se a velocidade nos efeitos fosse ajustada de forma a um compensar o outro, situação esta impossível, possibilitando assim, a execução do efeito imaginado por ele.

- steadicam / o movimento da câmera acompanhando suavemente o desenrolar de uma cena, como o caminhar de um personagem passando por diversos tipos de solo (escadas por exemplo) sem que a câmera, que o acompanha, demonstre estar sendo transportada por alguém fazendo o mesmo percurso a pé e sim flutuando no ar. Permite literalmente expandir o movimento de dolly para qualquer um dos lados, a qualquer momento, sem se preocupar com trilhos ou superfícies planas para o rolar suave de rodízios.

- grua / o movimento efetuado como se a câmera estivesse na ponta da haste de um guindaste permite que a mesma seja levada com facilidade a alturas e distâncias consideráveis, quando se compara com as limitações dos movimentos tradicionais efetuados com os equipamentos de suporte do tipo tripés e steadicam. Utilizado para levar a câmera a lugares inacessíveis, tanto no alto das redes do campo de futebol como do lado de fora da porta de um carro em velocidade, como no camera car.

- câmera nas mãos / o movimento mais fácil e simples de ser executado mas ao mesmo tempo o que exige mais habilidade de seu operador(a). Empregado quando se deseja transmitir a sensação de expontaneidade, como em noticiários e documentários.

imagens widescreen gravadas em DVDs vistas em televisores comuns o padrão SD de televisão estabelece quadros de imagem na proporção 4:3; quando imagens no formato largo (widescreen, 16:9) são editadas e autoradas em um DVD, se a gravação é feita no formato widescreen, estas imagens são comprimidas lateralmente, configurando um aspecto "espremido", o que se denomina "squeeze". Assim, esses quadros mantém a proporção 4:3, típica do padrão do sinal de imagem. Quando o disco é reproduzido em um player, se nada for alterado o sinal é enviado desta forma para o televisor. Este por sua vez, pode ou não "entender" sinais do tipo squeeze.

Televisores tradicionais normalmente não fazem nenhuma interpretação sobre os mesmos, efetuando a reprodução na forma distorcida. Televisores do tipo tela larga (widescreen) possuem normalmente em seus menus de operação um controle opcional que possibilita eletronicamente "esticar" os quadros de imagem recebidos de forma que ocupem toda a tela, resolvendo com isso o problema. No caso dos televisores tradicionais 4:3, a solução para o problema está no player de DVD, não no televisor. Neste caso, existe normalmente em seus menus de operação uma opção para "esticar" e a seguir "cortar" as partes laterais do quadro de imagem, reproduzindo somente sua parte mais central, opção esta denominada "cropping". Ou então, preferivelmente deve-se utilizar outra opção destes menus, onde o quadro é "esticado" e a seguir diminuído de tamanho até caber lateralmente nas dimensões da tela. Logicamente com isso a parte superior e inferior da tela não são ocupadas, e o player coloca no local tarjas pretas. Este modo de reproduzir DVDs gravados com imagens do tipo squeeze produz resultado semelhante aos vídeos já gravados no aspecto descrito acima, não sqeeze, mas com as tarjas inferiores e superiores, onde a inferior geralmente é aproveitada para colocação de legendas - uma boa prática para melhorar a legibilidade.

inclusão de objetos em primeiro plano ao enquadrar uma cena em plano aberto (geral), a inclusão de objetos em primeiro plano transmite a sensação de profundidade, mesmo que esses objetos sejam apenas figurativos, sem ligação direta com o assunto principal, como por exemplo a imagem desfocada de um cinzeiro, um vaso ou um copo d'água. Em frente a duas pessoas sentadas em uma sala (entrevistado e entrevistador por exemplo), conferem personalidade própria à cena.

LCD x viewfinder quando utilizar o LCD, quando utilizar o viewfinder e quais as diferenças da utilização destes dois tipos de monitores nas gravações: a resposta à esta questão depende do tipo de gravação que se deseja fazer. Certamente a diferença entre um e outro vai além da maneira de se usá-los: enquanto o viewfinder é observado com somente um dos olhos, o LCD é visto com os dois. Tradicionalmente, antes da invenção do pequeno visor LCD, o fato do enquadramento da imagem vista pela câmera ter de ser feito necessariamente através do viewfinder acabou criando um look comum aos vídeos e filmes do tipo "eye-level" (nível dos olhos, ou seja, a imagem vista a partir da altura dos olhos do operador(a) da câmera). Naturalmente que com o viewfinder é possível por exemplo baixar a câmera ao nível da cintura e observá-lo movendo-o de sua posição horizontal para vertical. Porém o LCD trouxe uma flexibilidade de posicionamento da câmera muito maior, livrando-a com mais facilidade do look "eye-level".

Esta pequena tela, também usada nos dispositivos de Steadicam® propiciou uma nova visão da imagem a ser enquadrada. Como afirma Serena Ferrara, em seu livro Steadicam, Techniques & Aesthetics, o operador de Steadicam (e também pode ser acrescentado aqui o usuário de uma câmera com LCD) pode compor com mais objetividade devido à distância em que se encontra do monitor, propiciando uma compreensão superior da imagem no contexto de uma maior percepção periférica do espaço e da movimentação da câmera dentro dele. Em comparação, o operador de câmera cuja visão é monopolizada pela pequena imagem no viewfinder tem dela uma perspectiva com maior 'imersão'. Além disso, o viewfinder proporciona ao operador uma visão predominantemente monocular, uma vez que um de seus olhos está 'colado' no viewfinder e o outro geralmente tem sua visão anulada. Como diz Serena, com o LCD a visão é mais distanciada: ao invés de uma completa imersão, esta distância fornece parâmetros adequados para que operador se situe no local onde a gravação é feita.

Assim, em gravações onde a percepção do que ocorre ao redor (além do que está sendo enquadrado) é muito importante ou ainda onde a câmera vá se mover, o LCD é mais indicado. Em aplicações onde estes fatores não tenham suficiente importância, o viewfinder é o mais indicado, até porque consome menos energia da bateria. O viewfinder também facilita a visualização e eventuais ajustes em situações onde torna-se difícil o correto discernimento da imagem através do LCD, como em locais abertos sob a luz do Sol por exemplo. Existem acessórios específicos para esta situação (uma capa em forma de caixa retangular vazada que pode ser instalada ao redor do visor LCD), no entanto acabam aproximando o modo de utilização do LCD do modo de utlização do viewfinder, retirando um pouco da sua capacidade de fornecer percepção do local de gravação.

Determinados ajustes 'finos' da imagem, como o foco preciso por exemplo, são mais facilmente obtidos com o viewfinder do que com o visor LCD. Além disso, em câmeras profissionais o viewfinder é preto & branco, facilitando ainda mais a focalização: a imagem em monitores P&B é contínua ao longo da camada de fósforo da tela, ao contrário do que acontece em monitores coloridos, onde a mesma é dividida em milhares de pequenas 'células' (máscara) contendo as cores básicas RGB.

limpeza do LCD e do visor da câmera tanto o LCD como o visor (viewfinder) da câmera acabam tornando-se sujos com o passar do tempo, o primeiro principalmente decorrente de impressões digitais e o segundo da oleosidade natural dos cílios. No primeiro caso, um tecido suave, não abrasivo é suficiente para efetuar a limpeza - lembrar que sua superfície é confeccionada em vidro ou, mais comumente, em plástico, materiais que podem ser facilmente riscados. De início, utilizar pouca pressão na limpeza, apenas o suficiente para remover eventuais partículas de poeira, sempre mudando o local do pano utilizado a cada passada. Este cuidado diminui a possibilidade da ocorrência de riscos. No caso do visor, a proteção de borracha que existe ao seu redor facilita o acúmulo de pó e outras partículas: uma dica é utilizar aqui ar comprimido acondicionado em latas (vendido para limpeza de equipamentos como microcomputadores por exemplo) para remover estas partículas. A seguir, utilizar o mesmo tecido utilizado na limpeza de lentes, em movimentos circulares sobre a superfície do visor. É importante remover primeiro o pó, para evitar riscos decorrentes do seu atrito com o vidro do visor, causados pelo atrito com o tecido de limpeza.

linhas de perspectiva e profundidade da imagem linhas formadas naturalmente pela paisagem dão noção de profundidade em uma imagem, com efeitos interessantes. Assim por exemplo, trilhos ferroviários, estradas, rios, cabos em postes de iluminação e fios telefônicos quanto enquadrados de forma a que suas partes mais distantes perdem-se no horizonte transmitem esta sensação. O inverso ocorre se forem enquadrados lateralmente. O recurso das linhas é frequentemente empregado por pintores e pode também ser utilizado em vídeo para reforçar ou indicar diferentes perspectivas na imagem.

monitor: calibrando a imagem os visores da câmera (viewfinder ou LCD) são suficientes na maioria dos casos para avaliar-se a imagem que está sendo capturada em termos de foco, balanço de cores, enquadramento, etc... No entanto, para trabalhos mais apurados, um monitor conectado à câmera é imprescindível. Existem modelos pequenos (tela com 9 ou 13 polegadas na diagonal por exemplo) e portáteis que podem ser utilizados com sucesso nesses trabalhos. Alguns funcionam com diversos tipos de fontes de energia (corrente alternada comum, bateria de automóveis (12V) ou baterias internas ao equipamento). Somente ao obervar-se a imagem no monitor é possível perceber sua valia e a facilidade com que os diversos ajustes na câmera podem ser feitos com precisão.

monitor: escolha de um existem diversos tipos de monitores para uso em videoprodução; mais caros, de confecção mais precisa e apurada do que os televisores comuns, são acessórios imprescindíveis para a verificação da qualidade da imagem a ser gravada. Ao contrário dos aparelhos comuns de TV, repletos de sofisticados circuitos eletrônicos que fazem verdadeira 'maquiagem' na imagem a ser exibida, com a finalidade de corrigir defeitos e melhorar o sinal, o monitor apresenta a imagem tal qual ela é. E é exatamente este o interesse neste tipo de aparelho para o produtor de vídeo. Um dos tipos básicos de monitores é o monitor de campo, cuja tela não precisa ser muito grande (20 polegadas ou menos) uma vez que se trabalha normalmente próximo ao mesmo. Na ilha de edição pode existir um monitor maior, principal, para verificação dos resultados durante o trabalho. E uma dica é também ali existir um televisor comum, conectado como monitor, com a finalidade de mostrar a imagem o mais próximo possível de como será vista pelo expectador. Ao contrário de monitores, aparelhos de TV 'cortam' uma pequena faixa em torno da imagem para a montagem de máscaras e molduras, sendo este um dos usos úteis deste tipo de aparelho - verificação de eventuais cortes na imagem, principalmente em letreiros. Um item a ser verificado é a presença de conexões adicionais de entrada (áudio e/ou vídeo), úteis para monitorar mais de uma fonte. E também o tipo dessas conexões (Y/C para sinal S-VHS por exemplo). Para trabalhos externos, existem alguns tipos de monitores que podem trabalhar com baterias, modalidade útil em locais de difícil acesso à energia elétrica. Deve-se verificar no entanto seu consumo e tempo de funcionamento nestas condições. Normalmente não é necessário que o monitor possua alto-falantes. Na ilha de edição, o som é normalmente direcionado para mixers e amplificadores ligados a um sistema básico de som. Em gravações externas, existem prós e contras em relação a haver ou não alto-falante em um monitor. Geralmente isto não é necessário se a monitoração for feita (como costuma ser) com fones de ouvido. No entanto, pode ser útil no caso de mais de uma pessoa desejar rever algum trecho já gravado. E a questão em torno de possuir ou não alto-falantes pode ajudar a decisão no momento da compra: existem diversos modelos, com ou sem som.

monitor: uso em eventos longos eventos longos (palestras, formaturas, cerimônias religiosas) acabam cansando o operador da câmera, forçado a permanecer o tempo todo com o olho no pequeno visor da câmera. A dica é utilizar ou o visor LCD da câmera ou um monitor externo, que pode ser tanto um pequeno CRT (monitor tradicional de tubo) ou uma tela do tipo LCD portátil: basta conectá-los à saída vídeo-out da câmera, geralmente do tipo RCA.

monitoração da imagem em eventos multi-câmera em eventos desse tipo a imagem final que vai ser gravada (em um deck de gravação colocado na mesa de mixagem de vídeo) é proveniente da saída do mixer de vídeo. Normalmente este mixer possui uma saída de imagem para monitoração, à qual deve ser conectada um monitor para permitir a visualização do que está sendo feito em termos de mixagem de vídeo. Outra de suas saídas é um cabo que leva o sinal até o deck de gravação. A este deck de gravação deve ser conectado, em sua saída, um outro monitor. Este monitor mostrará o que efetivamente está sendo gravado. Não é correto prescindir do mesmo, pois, embora as imagens dos dois monitores sejam as mesmas, é possível ocorrer algum problema no trajeto entre a saída do mixer de vídeo e a entrada do deck, e ainda com o funcionamento do próprio deck. Caso um desses problemas ocorra, somente será possível sua identificação através do monitor do deck.

monitoração da imagem em eventos multi-câmera: disposição a disposição dos monitores em uma mesa de monitoração de câmeras deve seguir, em termos de cabeamento, o posicionamento físico das mesmas no cenário (ou local do evento). Assim, se 3 câmeras estão sendo utilizadas por exemplo, normalmente a imagem da câmera da esquerda deve ser mostrada no monitor da esquerda, a da direita no da direita e a central, mostrando a imagem em plano aberto, no monitor central. Isso facilita o trabalho de acompanhamento da gravação, permitindo que passe a ser intuitivo o acionamento dos botões de seleção no painel do mixer de vídeo.

pessoa caminhando e espaço adiante dela ao enquadrar uma pessoa caminhando para a direita por exemplo, deve haver sempre no quadro 'espaço suficiente' para que ela caminhe, ou seja, não é harmônico acompanhar os passos da pessoa que caminha para a direita mantendo-a próxima (encostada) à lateral direita do quadro. Fazer isso sugere, por outro lado, um certo suspense, como se estivéssemos a todo tempo tentando esconder para onde ela se dirige. O mesmo vale para o sentido inverso (pessoa caminhando para a esquerda).

pessoas e cores / padrões de roupas sendo possível, é conveniente evitar determinadas cores nas roupas de pessoas, principalmente próximas ao rosto (blusas, camisas, etc...), porque a maioria dos enquadramentos utiliza planos médios e closes, onde essas peças do vestuário aparecem mais tempo no vídeo. São cores não recomendadas o vermelho e o amarelo intenso. O vermelho ainda acarreta mais problemas do que o amarelo: os sistemas de cor em uso possuem a tendência de apresentá-lo com intensidade exagerada (cor super-saturada) em relação às demais cores. O problema torna-se de difícil correção na fase de pós-produção, pois ao reduzir o nível da cor vermelha individualmente, altera-se a composição cromática dos diversos elementos na imagem, perdendo-se em fidelidade de reprodução. Listras também devem ser evitadas, principalmente se forem horizontais, finas e próximas umas das outras. Como o vídeo trabalha também com linhas e no modo entrelaçado, o efeito final é um piscar intermitente e desagradável (como uma "vibração") desse tipo de tecido na imagem, conhecido como Moiré pattern (padrão Moiré).

pessoas falando ao telefone duas pessoas falando ao telefone, ainda que não apareçam as duas ao mesmo tempo na tela, e sim intercaladas: a audiência espera sempre que uma esteja voltada para a outra, assim uma deve ser gravada olhando para a direita e a outra para a esquerda.

referência transmitida pelo fundo em movimentos da câmera o fundo, mesmo que desfocado, possui forte participação na transmissão da sensação de que uma pessoa ou objeto em primeiro plano está em movimento. Um exemplo é o close do rosto de uma pessoa caminhando, contra um céu azul uniforme ao fundo, com a câmera acompanhando e mantendo o rosto enquadrado na mesma posição. Se a pessoa de fato estiver caminhando sobre uma esteira rolante o efeito será o mesmo, o que pode levar à conclusão de que isso poderia ser aproveitado como efeito de simulação de caminhada. No entanto e efeito não é muito convincente, exatamente porque o fundo, no caso o céu azul, por ser homogêneo, não transmite a sensação do movimento da pessoa. Incluir neste fundo casas e prédios, árvores e montanhas que são deixados para trás, ou mesmo nuvens ao longe reforçam grandemente a sensação de movimento do primeiro plano.

regra dos terços e posicionamento dos olhos a regra dos terços divide a imagem exibida pela câmera em 9 pedaços, seccionando-a através de 2 linhas horizontais e 2 verticais. Em qualquer enquadramento que inclua o rosto de uma pessoa, a melhor posição para se colocar os olhos da mesma é sobre a linha horizontal superior mencionada, em uma das 2 intersecções com as linhas verticais. Isso garante espaço suficiente no enquadramento para a parte do rosto acima dos olhos, transmitindo mais harmonia na composição.

regra dos terços e posicionamento do nariz a regra dos terços divide a imagem exibida pela câmera em 9 pedaços, seccionando-a através de 2 linhas horizontais e 2 verticais. Enquadramentos do rosto de uma pessoa em close, com vista lateral, ficam melhores se houver 'espaço diante do nariz' . Ou seja, é mais harmônico posicionar a visão lateral da pessoa com a ponta do nariz entre as duas linhas verticais citadas (em outras palavras, no centro do quadro), quer a pessoa esteja olhando para a direita ou para a esquerda. E é menos harmônico 'encostar' (aproximar) o nariz da pessoa na lateral do quadro, esquerda ou direita.

situando a cena é comum, devido à ansiedade e preocupações com a gravação, esquecer-se da cena de localização (establishing shot), geralmente colocada no início de uma nova sequência. É através dela que os assistentes são informados sobre onde se passa a história. Assim, antes de entrar para gravar em uma igreja, lembrar de gravar sua fachada. Idem para um clube, restaurante, etc...

revendo as últimas cenas gravadas após ter gravado durante algum tempo, pode-se querer ver como ficaram os últimos trechos gravados. Uma opção é passar a câmera para o modo VCR (Video Cassete Recorder), onde passa-se a ter acesso aos controles básicos de um VCR (play, stop, FF, RW). No entanto, corre-se o risco de, por distração, não reposicionar a fita (a dica é para câmeras deste tipo) exatamente onde a gravação foi interrompida. Se a mesma for posicionada antes, perdem-se os últimos segundos gravados. Se a mesma for posicionada após, cria-se um "buraco" sem gravação, que pode acarretar o reset do registro do Timecode em uma fita virgem. Este reset pode ser indesejado no momento da captura para edição no micro, por atrapalhar o controle que se deseja fazer do material, ou por provocar a "quebra" de cenas quando a função de detecção automática de cenas do software é utilizada e a cena que se vai gravar a seguir ainda é a mesma. Uma alternativa a tudo isso é o uso do botão "record search" (ou "review") presente em muitas câmeras. Sem precisar sair do modo REC de gravação e ir para o modo VCR, o acionamento deste botão faz com que os últimos segundos gravados sejam mostrados e a câmera reposiciona automaticamente a fita ao término dessa exibição, voltando para o modo pause.

simulando visão através de binóculos este efeito, comum em filmes onde é mostrada uma cena em que alguém faz uma observação através de binóculos e a seguir outra cena mostra o que está sendo observado, porém com uma máscara preta desfocada no formato de um oito deitado, é semelhante ao mesmo efeito só que para o buraco de uma fechadura. O efeito pode ser conseguido através de softwares de edição, mas também pode ser montado através do modo clássico, utilizando um mate. Para construí-lo, no exemplo do buraco da fechadura, basta recortar esta forma em uma cartolina. A forma recortada deve ser de 2 a 4 vezes maior do que o tamanho original. No caso do binóculo, recortar dois círculos um ao lado do outro. Neste caso, um não deve simplesmente tocar o outro: deve haver uma intersecção entre os mesmos. O ideal é que a cartolina seja preta, mas se não for, poderá ser pintada. Nos locais onde a mesma foi cortada, aparecerão partes brancas da mesma, que devem ser pintadas de preto. A seguir, basta colocar o mate à frente da objetiva, próximo às lentes da câmera - pode ser fixado em um tripé ou outra estrutura parecida. Seu posicionamento próximo às lentes fará com que suas bordas fiquem desfocadas, exatamente como ocorre quando observamos algo através de um binóculo. Se for necessário, utilize o foco manual. Não existe regra quanto à distância do mate à câmera (em centímetros por exemplo); deve ser efetuada experimentação prática para descobrir o melhor posicionamento.

tela do LCD e Sol a incidência direta de raios solares na superfície do LCD deve ser evitada, sob o risco de danificá-la criando manchas permanentes.

telecinagem de filmes 8mm Para fazer a transposição de filmes de 8mm (e também super-8 ou single-8) existem basicamente dois caminhos: o profissional e o que se pode fazer em casa. O primeiro consiste em levar os filmes a um laboratório especializado neste tipo de serviço - existem vários que efetuam este trabalho. Quanto ao segundo, embora o resultado não tenha a mesma qualidade que a do primeiro, pode ser feito em casa com poucos recursos. A primeira dica é sobre o posicionamento da câmera e do projetor. Eles devem ficar lado a lado, ou seja, a câmera quase encostada ao lado do projetor. Isso para evitar distorções no enquadramento da imagem por parte da câmera.

Não se deve afastar muito o projetor da tela (ou parede), para que a sua imagem fique mais luminosa e a câmera não tenha que ativar sua característica gain-up automática, o que deixaria a imagem granulada. Normalmente as câmeras amplificam artificialmente o sinal gerado, quando este é fraco (ou seja, gravação com pouca luz). Muitas vezes não se percebe isso pelo visor, que mostra uma imagem luminosa e aparentemente sem problemas, mas o problema vai aparecer no momento em que se assistir à gravação na TV. O ideal é trabalhar com gain = 0, se possível. Se a câmera utilizada não mostrar esse tipo de ajuste, não se preocupe, apenas lembre-se de deixar a imagem com luminosidade suficiente, o que se consegue com uma pequena distância do projetor à tela.

Caso utilize uma parede, evidentemente a mesma deve ser branca e estar bem limpa. O local deve ser escurecido para evitar a interferência de luzes estranhas à imagem. Mas não é necessário fazer isso radicalmente: um abajour colocado próximo ajuda a mexer nos controles do projetor e câmera.

Controles da câmera: o ideal é deixar tudo no modo manual e ir ajustando à medida em que forem sendo feitos alguns testes. O controle automático de exposição por exemplo, vai tentar clarear as cenas escuras e escurecer as claras, o que pode alterar o modo como originalmente o filme foi captado. Se não se quiser isso, é só mantê-lo no modo manual. É possível inclusive pode fazer alguns ajustes finos, abrindo / fechando ligeiramente a íris (abertura). Foco: também no manual, embora não haja grandes problemas com o automático. Outra dica é parar a imagem do projetor em um quadro onde exista algo com bastante contraste (uma grade, detalhes de um carro, roupa de uma pessoa, etc...) para focalizar a câmera com maior facilidade. O foco automático tenta a todo instante melhorar a focalização, o que introduz pequenas alterações inconvenientes na imagem.

Enquadramento: o zoom deve ser fechado ligeiramente até enquadrar toda a imagem no visor da câmera. Alguma coisa das imagens na tela será perdida, pois o formato de quadro do vídeo é diferente do do cinema, mas o principal vai estar sendo registrado. De certa forma, em menor escala, é o que acontece no cinema com o chamado panscan, onde de algumas versões de filmes para serem exibidas na TV ou vídeo extrai-se um retângulo na proporção 4:3, sempre menor portanto em largura do que o fotograma original do filme (perdendo-se algumas vezes elementos e características importantes da imagem).

Deve-se ter cuidado com a vibração do projetor, deixando-o próximo da câmera mas não encostado fisicamente na mesma. E também um mesmo suporte (mesa por exemplo) não é o ideal (as vibrações poderiam ser transmitidas). O projetor deve ser colocado por exemplo na borda de uma mesa e a câmera sobre um tripé, ao lado dela. Outra dica é utilizar o controle remoto da câmera para ligá-la, desligá-la e pausá-la, também para evitar vibrações.

Antes de começar a gravar, o White Balance deve ser ajustado para luz do dia, ou então ser feito um batimento manual do branco com a tela (parede).

Existe uma abordagem completamente diferente, mas a dificuldade e os problemas envolvidos, para se tentar fazer em casa são maiores: trata-se de projetar a imagem sobre uma placa translúcida e colocar a câmera logo atrás da mesma - eixos ópticos alinhados. A imagem ficará invertida, mas um processo de edição por exemplo corrigirá o problema. E existem também alguns dispositivos comercializados que fazem este papel.

O próximo passo é o som. Se o filme for mudo, não há com o que se preocupar. Ou, quase. Deve-se lembrar de que durante a gravação o microfone da câmera estará ligado, e portanto captando o ruído do projetor. A solução: conectar, na entrada de microfone externo da câmera, um plug do mesmo tipo que o utilizado por microfones externos (como os existentes em fones de ouvido de discmans). Mas... somente o plug, sem fio algum. O plug em questão é vendido em lojas de eletrônica. Ou então, se houver um cabo com esse plug que não esteja mais sendo utilizado (com certeza...) , seu fio deve ser cortado e com cuidado suas pontas isoladas. Pronto, ao encaixar o plug na câmera, o microfone dela é desligado. Como não entra som algum pelo plug ' mudo ', está tudo OK.

Se o filme for sonoro.... bom, o projetor vai emitir este som através de um altofalante. Antes de mais nada, se existir no projetor uma saída do tipo AUX ou do tipo EAR, para fones de ouvido, essa saída deve ser conectada à entrada de áudio da câmera. É possível conectar na entrada de microfone da câmera desde que se coloque no trajeto um atenuador de sinal (dispositivo também vendido em lojas de eletrônica). Isso porque o sinal que sai do projetor é do tipo line level e o que a câmera espera, mike level. Em outras palavras, tem voltagem muito maior do que a que a câmera espera ali: não vai ' queimar ' o circuito da câmera, mas o som vai ficar bastante distorcido.

Outra opção é usar os conectores RCA de entrada que algumas câmeras possuem. Neste caso, monte um cabo ' Y ' separando o plug mini estéreo em dois conectores RCA, um para cada canal. Bom, mas e se o projetor não tiver nada disso? Neste caso a solução é usar a própria casa.... deve ser montado um cabo de extensão para o altofalante do projetor, de modo que se possa levá-lo por exemplo a outra sala ou quarto. Passar o fio por baixo da porta, fechando-a a seguir. Para a câmera, consiguir um longo cabo de microfone. Nesse quarto isolado, colocar o microfone próximo do alto-falante do projetor. E na câmera, liguar o microfone na entrada externa de microfone. Está assim resolvido o problema do som...

transferência de slides para vídeo ao transferir slides projetados em uma tela / parede para vídeo (com a câmera colocada ao lado do projetor): o uso do recurso do zoom permite compor várias novas fotos a partir da original. Outra dica é gravar com o zoom lentamente em movimento, em aproximação ou afastamento.

transferência de slides para vídeo usando o ajuste macro slides podem ser transferidos diretamente para o vídeo sem precisarem ser projetados em uma parede ou tela. Basta confecionar (com papel-cartão por exemplo) um suporte no qual o slide possa ser encaixado na posição vertical e afixar este suporte diretamente no parasol da câmera. A seguir, algumas dicas para efetuar este processo. A câmera deve ser colocada em uma mesa ou tripé e apontada para uma parede branca à frente. O suporte de papel-cartão deve ser afixado ao parasol com fita adesiva, com o cuidado de se utilizar pouca fita e de boa qualidade, para que não restem resíduos de cola no equipamento após o término da gravação.

O referido suporte pode ser confeccionado cortando-se algumas tiras de papel-cartão com 1,5cm por 6,0 cm por exemplo (as medidas são apenas uma orientação). Sobrepor e colar estas tiras umas às outras até que sua espessura ultrapasse a espessura da moldura do slide. A seguir, recortar 2 retângulos iguais de papel-cartão, com 6,0 cm de base e altura suficiente para cobrir quase que totalmente a altura da moldura de um slide, somada com 1,5 cm. Recortar uma abertura retangular no cento desses retângulos de tamanho ligeiramente superior à existente nos slides e colar um de cada lado das tiras já coladas acima referidas. A idéia é montar um suporte no qual os slides possam ser encaixados e retirados com facilidade. Outras idéias de suporte podem ser utilizadas e criadas, inclusive a mais fácil delas - e ao mesmo tempo de resultado não muito preciso - que é um simples cartão com um recorte ao centro e o slide sobreposto ao mesmo, neste caso, sobreposto ao parasol com a câmera voltada para o teto (em pé sobre uma mesa por exemplo ou afixada desse modo em um tripé).

Afixado o suporte, basta utilizar a focalização macro do zoom da câmera que é obtida abrindo-se totalmente o zoom para o modo wide e focalizando o slide colocado perto da lente com o foco manual (desligar o foco automático). Basta agora direcionar uma luz para a parede (ou teto, na segunda opção acima), ajustar o balanço do branco para a iluminação utilizada e começar a gravar. O suporte pode ser aperfeiçoado, com guias internas para posicionar os slides sempre na mesma posição em frente à lente da câmera.

vídeo prompter - improvisando um (acessório conhecido no meio profissional como TelePrompter®, marca registrada de uma das empresas fabricantes do mesmo). É possível improvisar (e até manter em uso definitivo) um vídeo prompter, basicamente utilizando um microcomputador, um espelho e um pedaço de vidro recoberto com película escurecedora de vidros (conhecida através do nome comercial Insulfilm®).

Sobre uma pequena mesa, coloca-se o monitor do computador - a CPU pode situar-se abaixo da mesma, possivelmente em uma prateleira por exemplo. É possível utilizar-se um Notebook, neste caso com a tela aberta em ângulo de 90 graus. O espelho é recortado em tamanho ligeiramente maior do que a superfície da tela do monitor e instalado de forma que sua parte inferior fique quase encostada na base da tela do mesmo. Sua parte superior fica afastada do topo do monitor com a face espelhada voltada para a superfície da tela. Montado desta forma, o espelho fica inclinado 45 graus em relação à superfície da mesa e reflete a imagem do monitor enviando-a para cima (como se alguém no teto fosse observá-la).

A seguir, instala-se o vidro recoberto com a película escurecedora. A graduação da intensidade de escurecimento não deve ser muito alta nem muito baixa e o vidro é recortado no mesmo tamanho que o do espelho. Este vidro é instalado acima do espelho, paralelo ao mesmo e com a mesma inclinação de 45 graus em relação à superfície da mesa, de forma que sua base coincida com o término do topo do espelho.

Para manter as duas peças de vidro em sua posição e para melhorar a visibilidade da imagem, constrói-se uma caixa para envolvê-las, pintada (ou recoberta) de preto por dentro. Na verdade esta caixa somente envolve as peças lateralmente: ela é vazada na frente e atrás. Na parte traseira, aproxima-se a câmera do conjunto, com a objetiva próxima à parte central do vidro superior. Pode-se melhorar ainda mais a visibilidade construindo-se uma tampa traseira com um orifício para encaixe da objetiva.

De um lado, a câmera estará vendo a imagem que passa através do vidro e do outro, o locutor estará enxergando a imagem exibida na tela do monitor do micro, projeta através do espelho e do vidro. A imagem ficará invertida após ser refletida no primeiro espelho, mas tornará a ficar direita ao ser refletida pelo vidro superior espelhado.

A partir deste ponto, basta efetuar alguns ajustes e tomar alguns cuidados. Entre estes:

a) o conjunto não deve estar muito próximo do locutor, sob o risco do movimento de seus olhos lento o texto ser percebido. Para tanto, colocar o video prompter, por tentativa e erro, a uma distância onde este movimento não seja percebido. Basta ajustar o tamanho do fonte no micro.

b) o vidro com Insulfilm® escurecerá um pouco a imagem, fazendo com que seja necessário o aumento da abertura do diafragma (manual ou automático).

c) será necessário ajustar o balanço do branco (bater o branco) se a coloração da película utilizada não for neutra (cinza). Neste caso, focalizar um cartão branco através do sistema, na posição do locutor e efetuar o ajuste do branco na câmera.

d) o tipo de fonte utilizado no texto deve conter letras maiúsculas e minúsculas, para maior facilidade de leitura (ao invés do texto todo em maiúsculo), e deve ser um fonte de fácil leitura.

e) a formatação dos parágrafos não deve ser muito curta (tipo "uma palavra por linha") para não dificultar a sua leitura, nem muito longa (tipo "linhas compridas"), para não denunciar a leitura através do movimento dos olhos.

f) a formatação dos parágrafos não deve ser justificada (alinhada à esquerda e à direita ao mesmo tempo), para maior facilidade de leitura.

g) para melhorar a imagem para o locutor, regule o brilho do monitor - usualmente para maior - e aumente o contraste, também para maior.

h) no micro, monte a imagem analogamente aos textos deste site, ou seja, com letras claras e fundo escuro.

Este tipo de vídeo prompter é do tipo periscópio, porque assemelha-se a este aparelho, utilizado em submarinos, onde o mesmo princípio da dupla reflexão é utilizado. Um outro tipo, mais simples, dispensa o espelho inferior. Neste caso, o monitor é colocado virado para cima. Embora dispense o espelho inferior, este sistema é mais dispendicioso, pois é necessário providenciar suporte para manter o monitor nessa posição. Além disso, o software deve providenciar para que a imagem apareça invertida na tela, para que a mesma seja desinvertida no espelho acima do monitor, o que é mais difícil de se obter. Uma outra desvantagem é que se for desejado o acompanhamento do que está sendo mostrado (através de um segundo monitor por exemplo), a imagem estará invertida. Finalmente, o tipo mais básico de todos: dispensar os dois espelhos e colocar a câmera ao lado do micro. A principal desvantagem aqui é que um pouco mais ou um pouco menos, sempre o olhar do locutor desviado para a lateral será percebido.

viewfinder: ajuste de foco para ajustar o foco do viewfinder (em câmeras que possuem este ajuste - voltado para pessoas que utilizam óculos ou lentes) o procedimento indicado é focalizar a imagem em algum ponto distante e fazer o ajuste desse modo. É mais fácil no entanto mover o controle de foco do viewfinder até que as letras mostradas no visor ("STDBY" por exemplo) fiquem nítidas; estando as mesmas em foco, a imagem também será exibida adequadamente, uma vez que o foco do viewfinder refere-se à leitura efetuada pelo olho humano das informações exibidas em sua superfície, e esta localiza-se muito próxima ao olho, o contrário do que ocorre no visor LCD, onde, devido à maior distância, poucas pessas apresentam problemas para enxergar as imagens.

viewfinder: indicações ao operador a gravação de um vídeo feita de forma muito dinâmica, com várias sequências de start/stop pode fazer com que passem desapercebidas ao operador algumas indicações feitas pelo equipamento no viewfinder da câmera (ou no monitor externo do tipo LCD por exemplo). Deve-se estar constantemente atento à elas, como na indicação de REC/PAUSE (para não inverter distraídamente o acionamento da câmera), a de tempo restante na fita (permitindo a escolha do melhor momento para interromper a gravação e efetuar a troca, mesmo antes do término completo da fita), a de GAIN UP (em câmeras que a possuem, mostrando que a imagem, embora pareça OK no viewfinder pode estar sendo gravada com granulação), a do estado do foco automático (ligado/desligado, que pode estar desligado quando deveria estar ligado e passar desapercebido no pequeno viewfinder, porém ser visível no vídeo final), a do tempo restante da bateria (permitindo também a escolha do melhor momento, antecipado, para se efetuar a troca), entre outras.

viewfinder e Sol o viewfinder das câmeras nunca deve ser voltado diretamente para o Sol. Essa situação não é incomum de ocorrer, uma vez que esse dispositivo das câmeras pode ser posicionado angularmente mais verticalmente ou não. A luz do Sol pode danificar componentes internos da câmera ao penetrar através desse visor.